O tema dos casinos é recorrente na história do cinema.

Por vezes é o próprio jogo o tema principal; noutros casos é toda a envolvência do casino que serve como palco principal no qual as personagens se movem.

Noutros cenário ainda, o jogo é apenas secundário em relação às motivações principais das personagens, como acontece em Ocean’s Eleven. Para além dos títulos mais conhecidos, há outros onde, mesmo sem se abordar a temática recente das plataformas de casino online tal como são apresentadas no Roleta77Portugal, o casino é no mínimo um ponto de paragem. Vejamos alguns exemplos.

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Rain Man – Encontro de Irmãos (1988)

Charlie Babbitt (Tom Cruise) é informado de que recebeu uma herança do falecido pai com o qual não mantinha contacto, mas com uma condição: tornar-se responsável por um irmão mais velho, Raymond, o qual não conhecia – por ser autista e ter estado internado numa instituição. Eis o argumento para uma comédia dramática absolutamente comovente, ao longo da qual o irmão mais novo vai descobrindo a pessoa e a personalidade por trás da “fachada” autista, descobrindo ele próprio a sua humanidade. O savantismo associado ao autismo de Raymond justificará a passagem de ambos, muito bem sucedida, pelas mesas de blackjack. O filme foi realizado por Barry Levinson.

Delírio em Las Vegas (1998)

Dirigido pelo ex-Monty Python Terry Gilliam, este filme (“Fear and Loathing in Las Vegas”, no original) acaba por passar um tanto ao lado do aspeto relacionado com o ato de ir ao casino, propriamente dito. As drogas e a “ressaca alucinogénica dos anos 60”, de acordo com a tradução efetuada pelo Público de uma análise feita por Helen Barlow em 2000, são o tema principal deste filme que conta com Johnny Depp no papel do protagonista Raoul Duke, inspirado na história real do jornalista Hunter S. Thompson.        

Croupier (1998)

Realizado por Mike Hodges e com Clive Owen no papel principal, “Croupier” nunca chegou a ser estrear-se comercialmente nos cinemas portugueses. O filme é considerado um neo-noir, contando a história de um jovem escritor sem resultados financeiros palpáveis que arranja emprego como “croupier”. À medida que a narrativa se vai desenvolvendo, o “croupier” vai fazendo descobertas decepcionantes, quer sobre a forma como foi conduzido a conseguir aquele emprego, quer sobre a sua própria natureza.

A Ressaca (2009)

“The Hangover”, realizado por Todd Phillips, conta a história de quatro amigos que se juntam para uma despedida de solteiro em Las Vegas que tem tudo para correr mal. Quando acordam no dia seguinte há tigres, dentes em falta e uma aliança num dedo – mas faltam as memórias que expliquem o que aconteceu. O crítico de cinema Lauro António, numa análise feita à época, afirmou que esperava pouco de uma comédia com muita aceitação entre o público americano, depois de uma década de comédias para adolescentes; contudo, foi positivamente surpreendido por “A Ressaca”.

O Apostador (2014)

Mark Wahlberg é “o apostador” Jim Bennett, professor de Literatura empenhado em ir mais e mais além sem olhar às consequências. Não só nas mesas de casino, mas também na sua vida amorosa, pois acaba por se envolver com uma das suas alunas. O filme é baseado no homónimo de 1974, realizado por Karel Reisz, e alguns críticos, nomeadamente Eric Bronson, consideram que a inspiração última de ambos os argumentos é a obra “O Jogador” de Dostoievsky.

“O Apostador” é um filme que deixa algo a desejar; fica-se com a ideia que Rupert Wyatt nem sempre conseguiu explorar tudo o que a situação poderia trazer. O potencial de Brie Larson (a estudante Amy que se envolve com o professor) parece algo subaproveitado. Mas o filme vale pelo desempenho de Wahlberg e pela banda sonora.