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“Atypical”: um olhar sobre o autismo na adolescência

  • Fevereiro 20, 2018
  • 3 min read

O que significa ser normal? É esta a questão principal da nova série da Netflix “Atypical”. Esta mini-série com apenas 9 episódios que rondam os 30 minutos retrata a vida de Sam (Keir Gilchrist) um adolescente autista.

O grande objetivo de Sam que faz arrancar o primeiro episódio de “Atypical” é arranjar uma namorada. Algo que perturba a sua mãe super protectora (Jennifer Jason Leigh). Sendo que a série também retrata a dificuldade desta em deixar Sam viver novas experiências. Experiências estas que o podem magoar. E como é normal, todas as mães têm esse receio, mesmo que os filhos não sejam autistas. 

Atypical

Algo que é bastante positivo nesta série é mesmo isso. Apesar de retratar uma família com um filho autista, não quer dizer que sejam diferentes das nossas famílias. Sam não é incomum.

“Atypical” mostra-nos que Sam, apesar do seu autismo, é igual a qualquer outro adolescente, com os mesmos objetivos, desejos, medos e preocupações.

Daí a questão principal “O que significa ser normal?” Na verdade ninguém o é, mas ao mesmo tempo todos somos normalmente anormais.

Atypical

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Além de ser uma série bastante informativa e bem escrita é uma série que pode ser vista em família. Apesar da história ser sobre Sam, também é sobre aqueles à sua volta.

Sam desempenha um papel de “nerd”, já a sua irmã (Brigette Lundy-Paine) que também é adolescente e lida com os seus próprios problemas privados, apresenta uma postura mais fria em relação ao mundo exterior, no entanto conseguimos ver o seu lado mais frágil quando está com o irmão, defendendo-o a todos os custos. O pai (Michael Rapaport) tenta, com alguma dificuldade, estabelecer algum tipo de conexão com este seu filho “fora do normal”.

Atypical

E como seria de esperar, existem todas as outras personagens secundárias dos outros universos que fazem parte da vida de Sam, como a escola, o local onde este trabalha e como é óbvio, a sua vida amorosa que acaba por ser a fonte da maior parte dos problemas.

Por estas razões, existem várias ligações e vários subplots entre as várias personagens dando um toque extra à própria série. Conseguindo, desta forma, com que mais pessoas se relacionem com pelo menos um aspecto da história. E apesar desta complexidade aparente, a série tem uma certa suavidade que nos emociona e nos faz rir.

About Author

Daniela Manaças

Daniela, 21 anos, Lisboa. Licenciada em cinema na Escola Superior de Teatro e Cinema. Frequentou a escola artística António Arroio onde tirou o curso de comunicação audiovisual com especialização em cinema.

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