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Critíca: “O Dia da Independência – Nova Ameaça” de Roland Emmerich

Redacção
  • Junho 29, 2016
  • 3 min read
Critíca: “O Dia da Independência – Nova Ameaça” de Roland Emmerich

Vinte anos depois dos ataques em “O Dia da Independência” os extra-terrestres estão de volta… Mas desta vez, a Humanidade está preparada.

“O Dia da Independência – Nova Ameaça”, realizado por Roland Emmerich (“ID4”, “O Patriota” e “O Dia Depois de Amanhã”), segue a mesma fórmula do filme anterior. Na realidade podemos dizer que é quase o mesmo filme. É entretenimento puro, cheio de explosões, efeitos especiais de grande qualidade e cowboys no espaço. No entanto, não possui o mesmo carisma nem o estado de urgência que o primeiro continha.

IndependenceJessie T. Usher interpreta Dylan Hiller, o filho do falecido Capitão Hiller (Will Smith), mas não tem a presença de Smith. O seu personagem é monocórdico e aborrecido. Talvez isso se deva aos argumentistas não terem decidido em quem queriam como o herói protagonista. Dylan Hiller ou Jake Morrison, interpretado por Liam Hemsworth, um actor que por muito bem parecido que seja, não tem a capacidade para liderar um filme desta envergadura. Apenas Jeff Goldblum e Brent Spiner, actores veteranos do filme anterior, conseguem dar algum dinamismo à história. Na realidade, são os únicos que parecem querer estar ali e a divertirem-se. O resto do elenco parece que está por obrigação. Um pouco mais de dedicação era agradecido.

A história demora a instaurar-se. Como já tinha referido, não existe um estado de urgência. Somos constantemente bombardeados por introduções a novos personagens que não contribuem em nada para o desenvolvimento da história, como Rain Lao interpretada por Angelababy (sim, esse é o nome da actriz) ou então Floyd (Nicholas Wright, um dos argumentistas do filme) cuja função é fazer piadas clichés para aligeirar uma história já em si diluída. Assim, qualquer momento de tensão que o filme possa ter, torna-se redundante, previsível e desinteressante.

DayFiquei com a sensação que os argumentistas estiveram mais preocupados em preparar o caminho para um eventual terceiro filme, do que a focarem-se na história que tinham em mão. Se calhar esqueceram-se que a segunda parte numa trilogia costuma ser a mais negra mas também a mais interessante (“Star Wars – O Império Contra-Ataca”, “Indiana Jones e o Templo Perdido” e “Lord of the Rings – As Duas Torres”). Tinham material e potencial para isso.

“Talvez a redenção se encontre no terceiro filme…”

Em suma, são duas horas de espectáculo visual que aconselho a ver com um balde de pipocas e uma bebida da vossa escolha.

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