No próximo dia 14 de julho, Ingmar Bergman faria 100 anos. O cineasta sueco reformou-se em dezembro de 2003 e, em outubro de 2006, foi operado a uma anca. Ficou assim debilitado, e passou por uma difícil recuperação. No dia 30 de julho de 2007, poucos dias depois de completar 89 anos, foi encontrado morto na sua cama na sua casa em Fårö, uma ilha sueca.

O nome de Ingmar Bergman pode ser encontrado facilmente em qualquer lista dos 10 ou 20 realizadores mais importantes do cinema. Filmes como “O Sétimo Selo”, de 1957, “Em Busca da Verdade”, de 1961, “O Silêncio”, de 1973, “A Máscara”, de 1966, e “Fanny e Alexandre”, de 1982, marcaram gerações e futuros realizadores americanos que, assim, desenvolviam os métodos de narrativa de Bergman para o resto da Indústria.

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Ingmar Bergman
As atrizes sueca e norueguesa Bibi Andersson e Liv Ullmann em “A Máscara”, de 1966

Para fazer jus ao artista, a Leopardo Filmes e a Medeia Filmes organizaram um evento de homenagem a um dos maiores cineastas do Século XX, que se realizará no Espaço Nimas, em Lisboa, e no Teatro Campo Alegre, no Porto. Está previsto que tenham início   dia 11 de outubro e acabem no dia 15 de novembro. Curiosamente, ocorrerá também em Lisboa a homenagem da Olga Roriz, a coreógrafa portuguesa, que apresentará “A Meio da Noite”, dedicada a Bergman e aos atores que com ele colaboravam.

Para além dos clássicos esperados, serão igualmente apresentados alguns documentários sobre o artista. São os casos de “Bergman – a Year in a Life”, da sueca Jane Magnusson, com estreia na Suécia para o próxima dia 13 de julho, assim como “Searching for Ingmar Bergman”, dos alemães Felix Moeller e Margarethe von Trotta.