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Meg: Tubarão Gigante – Um Monstro que Deixa a Desejar

João Borrega
  • Agosto 22, 2018
  • 3 min read
Meg: Tubarão Gigante – Um Monstro que Deixa a Desejar

Depois dos Godzillas e King Kongs desta vida, chega-nos “Meg: Tubarão Gigante”, a criatura pré-histórica que Jason Statham terá de enfrentar para poder salvar a humanidade.

Meg: Tubarão Gigante leva-nos a explorar territórios desconhecidos com uma equipa de exploradores marinhos que, devido à sua expedição, acordam e trazem à superfície um megalodonte, um tubarão pré-histórico com  27 metros. Assim, cabe a Jonas Taylor (Jason Statham) salvar a equipa de exploradores e a humanidade desta ameaça eminente.

Meg

O conceito deste filme, apesar de não ser inteiramente original, é suficientemente divertido para se tornar uma oportunidade extraordinária para criar uma extravagância cinematográfica que iria entreter o espectador durante 2 horas. Porém, não conseguiu dar mais nada a não ser banalidade.

Meg: Tubarão Gigante oferece alguns momentos de tensão e de adrenalina. Quando estamos perante a presença do tubarão conseguimos percecionar a dimensão e peso da criatura. É aterrador, se dermos algum espaço para pensar sobre o assunto. Sempre que o tubarão aparece no ecrã é quando o filme se encontra na sua praia. Porém, são poucas as vezes que o Meg aparece. Na maior parte do filme, estamos presos a um enredo demasiado comum e personagens pouco interessantes. As suas performances apenas deixam o espectador incomodado e a torcer pelo tubarão.

Meg

Ao entrar na sala de cinema, não iria pedir que Meg: Tubarão Gigante me oferecesse diálogos dum calibre de Shakespeare. Tal como também não pedia que me oferecesse uma obra-prima como o Jaws. Assim, a única coisa que o filme tinha que fazer seria divertir-se com o facto de ter um tubarão gigante ao seu dispor no seu argumento e colocá-lo em situações insólitas. Mas tudo o que os argumentistas e o realizador Jon Turteltaub conseguem oferecer são situações que JÁ presenciamos em filmes JÁ feitos com tubarões e/ou criaturas com uma dimensão e potência considerável. Não presenciamos nada de novo, e não o é feito com um novo twist no género.

Os efeitos visuais são, certamente, um dos pontos mais fortes do filme. Apesar de, no entanto, notar-se nalguns momentos que não passa de uma fantasia. E, como já mencionado, existem sequências esporádicas de ação e adrenalina que farão as delícias aos aficionados de filmes aquáticos. Porém, a meu ver, nada que seja inteiramente memorável.

Meg

De um modo geral, Meg: Tubarão Gigante é um filme que tinha todo o potencial para ser um dos mais divertidos deste verão, mas que se afunda com o peso da sua previsibilidade. Com todo o potencial que um tubarão gigante permite, o argumento não consegue, no entanto, tomar conta do mesmo. Mostrou menos habilidade para se transformar em algo divertido do que uma criança a brincar na banheira com os seus tubarões e submarinos de plástico.

João Borrega
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João Borrega

João, 23 anos. Comunicador nato, com um apetite feroz para cinema e música. Quotes de cinema fazem parte do meu vocabulário diário e grande parte das minhas 24h é a pensar em filmes e cultura

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