O realizador polaco Andrzej Wadja deixa para trás um importante legado no cinema polaco e no resto do mundo.

Nascido no longíquo ano de 1926, Wadja fez mais de 40 filmes numa carreira que se prolongou por mais de 60 anos.

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Ele integrou a Escola de Cinema de Lodz na Polónia logo após a Segunda Guerra Mundial e as histórias que contou em imagens focavam os problemas políticos e sociais que ele próprio presenciou ao longo da vida.

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Wajda recebe Óscar honorário em 2000 Fonte: The Guardian

Em 1957 saiu do Festival de Cinema de Cannes com um prémio pelo filme “Kanal”, que se centrou na rebelião de partidários polacos contra os Nazis no ano de 1944.

Wajda foi também um forte opositor à censura comunista que se viveu na Polónia nos anos 60 e 70 e uma das suas maiores obras “Terra Prometida” serve de crítica disfarçada a esse mesmo período. Com “O Homem de Ferro” conseguiu a Palma de Ouro, também em Cannes.

Andrzej Wajda morreu no hospital devido a uma falência pulmonar após ter ficado em coma induzido nos últimos dias.