O consagrado actor Johnny Depp regressa ao grande ecrã no papel de um professor com uma doença terminal neste “Adeus, Professor”

“Adeus, Professor” é a segunda longa metragem do realizador Wayne Roberts (“Katie Says Goodbye”). Desta vez, o realizador conta com Johnny Depp no papel de Richard, um professor universitário que lhe é diagnosticado cancro do pulmão e conta apenas com 6 meses de vida. 

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Perante esta notícia, Richard começa a vida num rodopio de álcool, drogas, sexo e tribulações familiares,  tal como uma apatia constante para todas as pessoas que o rodeiam. Toda esta jornada resultará numa conciliação entre aquilo que mais preza na vida e a aceitação da sua própria mortalidade. 

Começando pelo mais positivo que “Adeus, Professor” nos pode oferecer tenho então de falar sobre Johnny Depp. Em apenas 90 minutos, Depp volta a recordar a audiência que é muito mais do que um simples actor de papéis excêntricos. Sem maquilhagem nem gestualidade exagerada, Depp oferece uma performance simples mas eficaz, demonstrando que ainda tem muito para dar. 

Porém, sinceramente, não existe muito mais a debater no que toca a aspectos positivos sobre “Adeus, Professor”.

“Adeus, Professor” não passa de um filme de comiseração humana lamechas, povoado por personagens pouco profundas e sem qualquer tipo de química uns com os outros. Nenhuma das relações entre as personagens é credível e o argumento não serve para mais senão um condutor de filosofias mundanas e frases pretensiosamente profundas a la Gustavo Santos

De tanto que pretende ser filósofo e transcendentalista , o enredo não ajuda o público a sentir qualquer empatia com as personagens e as suas relações. ”Adeus, Professor” consegue puxar sorrisos em ocasiões, mas não causa impacto emocional quando assim o deseja. 

O enredo não é nada que não tenhamos visto em obras anteriores, tanto cinematográficas como literárias. O que lhe acrescenta um pouco de pimenta é o humor sarcástico vindo de Johnny Depp e que eleva o material medíocre a um nível razoável.

O grande problema de “Adeus, Professor” reside no facto de não ter nada de novo para oferecer à audiência. Seja no argumento, na mensagem que transmite, no facto de nos mostrar que Depp é um óptimo actor. Não tem qualquer tipo sabor próprio. Até o título original do filme é “Richard Says Goodbye”, igual ao título do primeiro filme do realizador – nada grita mais pouca originalidade senão isto.

Pouco mais dá para falar sobre “Adeus, Professor”. Nos seus 90 minutos de fama, pouco faz para conseguir mover o público, estando mais preocupado em ser pedagogicamente oco. Depp faz o máximo que consegue com a sua personagem, que pouco desenvolvimento tem. 

“Adeus, Professor” é bastante esquecível e não será, certamente, uma das paragens obrigatórias na filmografia dos envolvidos.