Uma Análise aos Clássicos: “A Lista de Schindler”, de Steven Spielberg

Trailer de "Schindler's List", o vencedor do Oscar de melhor filme em 1993

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Uma das melhores obras de Steven Spielberg, A Lista de Schindler” vai simplesmente mexer com todas as tuas emoções.

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Confesso que tive as minhas reservas durante muito tempo em relação a “A Lista de Schindler”. Sou uma fã ávida de cor, e filmes a preto-e-branco fazem-me ficar um pouco reticente. Este filme aparece na minha vida de forma um pouco forçada, mas ao mesmo tempo arrebatadora.

Um filme cheio de significado e intensidade, algo que já seria de esperar uma vez que estamos a falar de um trabalho de Steven Spielberg – considerado por muitos o melhor realizador de todos os tempos. O que o cineasta fez aqui, foi mostrar-nos a luz no meio das trevas de uma forma que nos toca profundamente e não deixa ninguém indiferente.

Ver também: Uma Análise aos Clássicos: “O Nome da Rosa” de Jean-Jacques Annaud

A Lista de Schindler conta precisamente a história de um alemão, Oskar Schindler (Liam Neeson), um simpático e sedutor sujeito, que era também comerciante no mercado negro. Ele tinha boas relações com o partido nazista, tanto que era também membro.

No entanto, Schindler tinha um grande coração, e o genocídio a que assistia por parte do partido de que fazia parte nada tinha a ver com os seus valores nem com aquilo em que ele acreditava. Ele era um amante da vida, pelo que de forma a salvar vidas, começou a empregar judeus nas sua fábrica, de forma a poupá-los da morte certa. Este grande homem conseguiu salvar a vida de 1200 judeus durante o Holocausto e é tocante a forma como ele acabava o filme chorando e lamentando não ter conseguido salvar mais pessoas.

Um filme que valeu 7 Óscares, incluindo o de melhor filme e de melhor realizador. Um filme que nem dá hipótese à dúvida. Um filme indiscutivelmente bom, de visualização obrigatória.