CinemaCríticas de CinemaDestaquesAquaman – Uma aventura subaquática

“Aquaman” é a nova aposta do universo cinematográfico da DC. James Wan na cadeira de realizador leva-nos a viajar pelo mundo aquático e descobrir os sete reinos. Com James Wan no comando, “Aquaman” conta a história de Arthur Curry (Jason Momoa), filho de um terráqueo e da rainha de Atlantis, desde a sua adolescência até à idade adulta. Quando o seu irmão Orm (Patrick Wilson) pretende tornar-se o Mestre do Oceano e declarar guerra contra os...
João Borrega João BorregaDez 13, 201870/10012 min
Duração
140 minutos
Género
Ficção Científica, Fantasia, Acção, Aventura
Data de Estreia
13 DEZ. 2018
Distribuição
NOS Audiovisuais
Overall Score
Rating Overview
Realização
80%
Representação
65%
Argumento
55%
Efeitos Visuais
85%
Banda-Sonora
60%
Fotografia
75%
Rating Summary
Aquaman é uma grande diversão, repleta de ação e imagens que irão deslumbrar o espectador. É um filme audaz, que não tem medo do espetáculo e do ridículo. Apesar das falhas, é suficientemente imaginativo e over-the-top para se tornar um ótimo filme para entreter o espectador.

“Aquaman” é a nova aposta do universo cinematográfico da DC. James Wan na cadeira de realizador leva-nos a viajar pelo mundo aquático e descobrir os sete reinos.

Com James Wan no comando, Aquaman conta a história de Arthur Curry (Jason Momoa), filho de um terráqueo e da rainha de Atlantis, desde a sua adolescência até à idade adulta. Quando o seu irmão Orm (Patrick Wilson) pretende tornar-se o Mestre do Oceano e declarar guerra contra os humanos, Aquaman terá de se preparar para conseguir vencer o seu irmão e, com a ajuda de Mera (Amber Heard), tornar-se o rei que a Atlantis precisa.

A minha primeira reacção ao sair do cinema depois de ver Aquaman foi esboçar um sorriso. Este é um filme com um sentido épico, uma aventura desmesurada, que tem o objectivo de nos prender à cadeira durante 2:20 horas e divertir-nos. E, de facto, consegue fazê-lo.

Aquaman

James Wan e a sua equipa levam-nos numa exploração aos sete reinos dos mares. Todos os segundos neste domínio deixam-nos maravilhados. Com ótimos efeitos visuais e uma fotografia on point, este mundo fantástico é resplandecente, hipnotizante, algo como nunca vimos antes. É de uma imaginação incrível arrancada das próprias páginas dos comic books, fazendo-nos salivar por mais.

Jason Momoa volta a demonstrar que foi o casting perfeito para assumir este Aquaman. Com um look diferente ao que estamos habituados da banda desenhada, este é uma forte presença no ecrã, com carisma e jovialidade tão caraterísticos do actor. A acompanhá-lo nesta aventura temos ainda Amber Heard, a sensual e destemida Mera, que assenta neste papel como uma luva.

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Para além de conseguir estabelecer e materializar este mundo encantado na perfeição, Aquaman ainda oferece momentos excitantes de ação que entrecortam os momentos de exposição narrativa, injetando ritmo no filme. Vários são os momentos em que os protagonistas têm de enfrentar uma ameaça e são sempre excelentes. Filmados com takes longos e ângulos amplos. Pode, muito provavelmente, ser considerada a melhor ação já gravada para um filme de super-heróis.

Aquaman

Do lado dos antagonistas, temos em primeiro plano Patrick Wilson com o seu Rei Orm, irmão de Aquaman. Apesar de ter um plano maléfico que já estamos habituados ver neste tipo de filme, a verdade é que o ator está excelente no papel e cria um conflito palpável para com o Aquaman.

Em segundo plano encontra-se Black Manta (Yahya Abdul-Mateen II). Um pirata marítimo que jura vingar-se de Aquaman por este ter contribuído para a morte do seu pai. Considero que seja em Black Manta que o filme encontra o seu elemento mais fraco. Toda a história desta personagem e o seu envolvimento na demanda de Aquaman não tem grandes consequências no enredo. Muitas vezes, não passa de mais um elemento para fornecer momentos de ação num filme já lotado disso.

Para além disso, “Aquaman” oferece demasiada história para o espectador conseguir acompanhar de uma assentada. O filme tem de tudo: confrontos familiares, sequências de acção, folclore do universo, personagens secundárias, uma mensagem subliminar sobre ecologia. Tem tudo e tem em demasia.

Aquaman

Com muitas missões e personagens secundárias, “Aquaman” é longo e sente-se a sua duração. Com uma estrutura a relembrar um videojogo e pouco lógica, a probabilidade de o espectador sair exausto depois de ver o filme é grande, seja isto bom ou mau apenas depende do sujeito.

O filme sofre ainda por algumas escolhas de músicas contemporâneas que compõem a banda-sonora. Estas ficam um pouco fora do contexto do filme. O diálogo das personagens é desajeitado e totalmente cheesy, à falta de melhor expressão.

Aquaman

No fim, Aquaman é uma grande diversão, repleta de ação e imagens que irão deslumbrar o espectador. É um filme audaz, que não tem medo do espetáculo e do ridículo. Apesar das falhas, é suficientemente imaginativo e over-the-top para se tornar um ótimo filme para entreter o espectador, que verá que o seu dinheiro foi bem gasto nesta aventura.

João Borrega

João Borrega

João, 23 anos. Comunicador nato, com um apetite feroz para cinema e música. Quotes de cinema fazem parte do meu vocabulário diário e grande parte das minhas 24h é a pensar em filmes e cultura