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“Arcane”: Um conto de irmãs

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Arcane, a série de animação da Riot Games, estreou em novembro na Netflix.

Arcane: um mundo, duas realidades

A história passa-se entre a utópica e avançada cidade de Piltover, e na distópica e pobre Underground. Em Underground ou “Reino de Zaun”, o crime, a opressão e a pobreza são o habitual. Para mudar, o “rei” de Zaun, Silco, quer atacar Piltover com todas as suas forças, culpando o governo da cidade do progresso de todos os males que caem sobre Underground.

Após um trágico acidente, duas irmãs, Vi e Powder são separadas e tomam lados diferentes.

Esta é a principal linha condutora da narrativa. Porém, há ainda outras sub-plots, que complementam a narrativa principal, enriquecendo, e de que maneira, o mundo de Piltover e Underground.

Cada personagem radicalmente diferente, com motivos que os levam a fazer certas escolhas. Todos esses motivos são bem explicados e relativamente fáceis de compreender por parte do espectador.

Pelo meio da disputa entre Zaun e Piltover, existe a Hextech, uma tecnologia capaz de controlar a magia ou “arcane”.

Os primeiros episódios conferem o tom da série, as diferenças entre as duas cidades e o propósito principal de cada personagem. À medida que se vai avançando, encontramos peripécias, duelos, confrontações, mentiras e volte-faces.

É uma narrativa complexa e muito bem escrita, dando ainda mote para uma segunda temporada que tem data prevista de estreia para 2023.

Tecnicamente impressionante

Os aspetos técnicos são impressionantes, sobretudo a linha visual. Os traços e movimentos são fantásticos e pode até ser considerado um marco na animação. A Riot Games já tinha mostrado os seus dotes, mas para vídeos mais curtos, que contextualizavam eventos de League of Legends.

O voice acting é outro dos pontos fortes da série. A voz consegue aliar-se de uma forma perfeita à animação.

Para os fãs de League of Legends, Arcane é um complemento importante ao “lore” do reconhecido jogo, bem como um “mimo”. Para os iniciantes, é uma excelente forma de conhecer algumas das personagens e talvez seja a iniciativa que os faça chegar até League of Legends.

Francisco Amaral
Apaixonado por videojogos e tudo o que tenha narrativa, é fácil encontrarem-me a ver a saga Star Wars (como deve ser) ou a escrutinar tudo o que há para saber sobre Marvel. Ler é também outro dos universos onde mergulho muitas vezes.

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