CinemaCríticas de CinemaDestaques“Break – O Poder da Dança” – Coreografia Mal Ensaiada

O break dance vem directamente de França e chega até nós em “Break – O Poder da Dança” pela lente do novo realizador Marc Fouchard. Já o novo milénio tinha alguns anos em cima quando se deu o boom de filmes que se focavam num grupo de jovens focados em música e dança. Seja a saga de “Step Up” ou o filme “Honey”, conseguiram cativar um nicho de público que apenas queria ver dança contemporânea no grande ecrã e copiar...
Nov 22, 201845/1008 min
Duração
96 minutos
Género
Drama Comédia
Data de Estreia
22 NOV. 2018
Distribuidor
NOS Audiovisuais
Overall Score
Rating Overview
Realização
50%
Representação
45%
Argumento
35%
Banda Sonora
40%
Fotografia
55%
Rating Summary
“Break - O Poder da Dança” tenta injetar vida aos filmes de dança, mas a sua previsibilidade e pouco impacto levam a que não consiga dar os passos corretos nesta coreografia.

break dance vem directamente de França e chega até nós em “Break – O Poder da Dança” pela lente do novo realizador Marc Fouchard.

Já o novo milénio tinha alguns anos em cima quando se deu o boom de filmes que se focavam num grupo de jovens focados em música e dança. Seja a saga de “Step Up” ou o filme “Honey”, conseguiram cativar um nicho de público que apenas queria ver dança contemporânea no grande ecrã e copiar as coreografias.

Agora, chega-nos Break – O Poder da Dança, filme realizado por Marc Fouchard, que nos traz a dança contemporânea diretamente de França a tentar injectar um pouco de força neste género de filmes um pouco adormecido.

break

Break – O Poder da Dança segue então a história de Lucie (Sabrina Ouazani), uma bailarina de dança clássica que tem um acidente grave ao ensaiar com o seu parceiro. Ao ver-se recuperada, começa a ensaiar novamente com a ajuda de Vincent (Kevin Mischel), que a ensina a incorporar o que ela sabe com dança contemporânea. Enquanto isso, Lucie procura o paradeiro do pai e descobrir porque é que este a abandonou quando era mais nova.

Ao contrário de grande parte dos filmes deste género, o espetáculo irrealista é posto de parte e Break – O Poder da Dança oferece uma abordagem mais realista e terra-a-terra relativamente ao tema. Não é dada primazia ao grande espetáculo, mas sim ao suor, sangue e lágrimas que os bailarinos têm de ultrapassar para conseguir atingir os seus objetivos.

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Muito deste realismo é possível ser transmitido devido ao facto do filme ser representado por atores que conseguem efectuar as coreografias do filme. Tanto Ouazani como Mischel e o restante elenco jovem do filme conseguem vender a fisicalidade que os papéis exigem, para o espectador poder apreciar através dos ângulos amplos e takes longos que deixam o momento simplesmente acontecer.

break

Contudo, apesar dos atores terem a capacidade para os momentos mais físicos, no que toca aos momentos de representar não conseguem demonstrar que têm as capacidades para tal. Muitos dos momentos em que se pede mais emoção, os actores dão o seu melhor mas fica aquém para atingir o efeito esperado.

Neste respeito, o próprio argumento também não ajuda os atores no que toca a dar profundidade às suas personagens e ao enredo. Dividido entre contar um drama pessoal ou apenas um mero filme sobre dança, é recheado de coincidências e clichés que apenas servem para o desenrolar da narrativa. Torna-se um argumento medíocre, que não é um bom par de dança para o filme.

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Com uma realização competente e uma banda sonora de hip hop previsível, Break – O Poder da Dança tenta injetar vida aos filmes de dança, mas a sua previsibilidade e pouco impacto levam a que não consiga dar os passos corretos nesta coreografia.

João Borrega

João Borrega

João, 23 anos. Comunicador nato, com um apetite feroz para cinema e música. Quotes de cinema fazem parte do meu vocabulário diário e grande parte das minhas 24h é a pensar em filmes e cultura