A 6ª Edição da Comic Con Portugal chamou pessoas de todas as idades ao recinto no passeio marítimo de Algés. Com ativações, convidados e painéis para todos os gostos, foi assim que vivemos esta edição.

O primeiro dia do evento teve como principais destaques – as atrizes Itziar Ituño e Esther Acebo de La Casa de Papel. Também tivemos a oportunidade de falar com o ator Todd Stashwick.

Ver também- 1º dia da Comic Con Portugal com atrizes de “La Casa de Papel” em destaque.

Já no segundo dia do festival (13) estivemos à conversa com Tricia Helfer, atriz conhecida por ter participado por exemplo, na série Lúcifer da Netflix. A entrevista sairá em breve.

Ainda neste dia, já da parte da tarde, também estivemos à conversa com o ator Kevin McNally, sobretudo conhecido por ter participado em todos os filmes dos Piratas das Caraíbas.

Voltámos a estar com o ator que começou a conferência da imprensa relembrando uma história engraçada do set dos filmes do Pirata das Caraíbas. Havia vómito por todo o lado, disse McNally, isto porque os atores ficavam facilmente enjoados nos barcos, onde ocorriam as gravações.

Falou também um pouco do seu papel nos jogos do Assassin’s Creed, revelando que as filmagens eram um pouco estranhas e geravam até desorientação. Brincou que a forma como se gravam os videogames podia ser uma espécie de tortura.

Quanto ao escolher entre o teatro e o cinema, o ator respondeu nunca estar satisfeito. Se está num, pensa que poderia estar no outro e viceversa. 

Já em entrevista exclusiva com o Cinema Pla’net, McNally revelou com satisfação que esta é a primeira vez que está em Portugal. “É um país glorioso”, disse-nos.

Atualmente o ator está na quarta temporada de The Crown e tem mais dois projetos a caminho. Não percas a nossa entrevista que será publicada em breve.

Outro destaque no sabádo foi o ator Alexander Ludwig, conhecido sobretudo pela série dos Vikings que até ao momento tem cinco temporadas e uma última confirmada para estrear em Dezembro. Confessou que um dos maiores desafios na série foram as condições meteorológicas na Irlanda – além do tempo ser bastante frio, é principalmente “Húmido”, como referiu o ator em conferência.

Sobre as cenas de luta na série dos Vikings, Ludwig afirmou que tinha um duplo por questões de segurança, mas ainda assim fez bastantes cenas, tendo treinos de duas semanas a um mês. Isto porque “numa cena com muitos atores, há sempre movimentos imprevisíveis”, explicou. 

Alexander participou ainda no filme Bad Boys For Life para sua felicidade, pois pertence ao género de filmes que via em miúdo. Participou também no Hunger Games e no filme Midway que estreará em Janeiro.

O ator admitiu também ter muito orgulho de ter feito parte dos Vikings, pois essa cultura era mal vista por muitos e a série veio, na sua opinião, ajudar a humanizá-los. Por fim, considerou que 2019 está a ser o primeiro ano em que se sente seguro na carreira de ator, pois tem mais projetos para o futuro que ainda não pode revelar.

Num painel paralelo, Óscar Jaenada, apresentou “Rambo: A Última Batalha”, filme com Sylvester Stallone no qual Jaenada interpreta o grande vilão. Acompanhado por Joaquim de Almeida (com moderação de Rui Pedro Tendinha), o ator espanhol e o ator português dialogaram sobre a tendência de Hollywood os escolher  para interpretar vilões, quando nos respetivos países de origem quase sempre desempenham heróis.

Jaenada falou ainda sobre o desafio de interpretar o icónico Mário Moreno no premiado “Cantinflas” e a participação em “O Homem Que Matou Don Quixotte” de Terry Gilliam. Por outro lado, Joaquim de Almeida entreteve a plateia com momentos divertidos da sua carreira, como as terríveis filmagens a bordo de um porta-aviões norte-americano com Gene Hackman em “Atrás das Linhas do Inimigo”, trocarem-lhe todo o diálogo em inglês por castelhano a algumas horas de começar a filmar “Os Profissionais da Crise”, uma cena de luta para a qual teve de ceder e aceitar a ajuda de um duplo em “O Guarda-Costas e o Assassino”, entre muitas outras histórias hilariantes envolvendo Harrison Ford, Antonio Banderas e até Dwayne Johnson.

 

O último dia do evento foi marcado por um recinto completamente upside down.

Enquanto a lotação de dois mil lugares esgotava no Golden Theatre para ver Millie Bobby Brown, o exterior do espaço foi enchendo cada vez mais com fãs que queriam muito ver a atiz de Stranger Things – apenas conseguiram vê-la através de um ecrã (sem som, por ordens da artista), posicionado ao pé do Golden Theatre. À saída só se viam choros. 

De acordo com um comunicado lançado pela organização da Comic Con Portugal, esta situação foi o “o momento menos positivo” do evento. Porém, não havia nada que fosse possível fazer-se, pois “os auditórios têm limite de lugares não sendo diferenciado nenhum conteúdo”.

Durante o painel moderado pelo Nuno Markl, Millie falou um pouco de toda a sua experiência na série da Netflix – desde a sua temporada favorita ser a terceira, até à sua reação quando soube que tinha entrado no elenco, “fartei-me de chorar”, contou. E, sim a atriz brincou que se descaiu, mas teremos mais Eleven numa quarta temporada.

Fotografia por: Eduardo Teixeira

Enquanto decorria o painel com a Millie, estava Anthony Carrigan, ator de Barry, em conferência de imprensa. Nomeado ao Emmy de Melhor Ator Secundário, Carrigan falou sobre os desafios da sua personagem hilariante e de como lida com o protagonista (interpretado por Bill Hader), o equilíbrio ténue entre o humor, os momentos dramáticos e o puro mundo do crime, tendo também referido o cuidado que têm na forma como retratam a violência, para que esta não seja gratuita nem glorificada.

Ao pôr-do-sol a banda do filme Variações regressou para um segundo concerto que tal como no dia anterior conquistou a plateia do palco da Rádio Comercial.

 

Artigo escrito por: Rafaela Teixeira e Miguel Revel