O cinema português continua a marcar presença fora de portas. Desta vez são quatro os filmes que irão concorrer no festival “Novos Realizadores/Novos Filmes”, em Nova Iorque.

A 47.ª edição do festival nova iorquino “Novos Realizadores/Novos Filmes”, que decorre entre os dias 28 de maço e 8 de abril, conta com a presença de três filmes portugueses e uma co-produção luso francesa. O festival, que visa celebrar os realizadores que representam o presente e antecipam o futuro do cinema, abrange, este ano, obras de 29 países e decorre no Museu de Arte Moderna e no Lincoln Center.

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“Djon África”

Os realizadores João Miller Guerra e Filipa Reis são os responsáveis por levar “Djon África” até aos Estados Unidos. O filme retrata a história de Miguel “Tibars” Moreira, um lisboeta, filho de pais cabo-verdianos, que viaja até às ilhas situadas no Oceano Atlântico de modo a conhecer as suas raízes e encontrar o seu pai, que nunca havia conhecido.

Outro dos filmes portugueses a concurso é “A Fábrica de Nada”, de Pedro Pinho. A longa metragem já arrecadou prémios em vários festivais internacionais. Entre eles o Festival de Cinema Independente de Barcelona ou o Festival de Cannes. O filme conta a história de um grupo de trabalhadores que tenta salvar os seus postos de trabalho e evitar que a fábrica onde exercem funções encerre, através de um sistema de autogestão coletiva.

“A Fábrica de Nada” recebeu também os prémios Sophia da Academia Portuguesa de Cinema para melhor montagem e argumento adaptado.

Vê também os vencedores dos prémios Sophia aqui.

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“Coelho Mau”

“Coelho Mau” é a única curta-metragem portuguesa a concurso. O filme de Carlos Conceição, aborda as relações entre quatro pessoas: dois irmãos, a sua mãe e o amante dela. Pode ler-se na sinopse do filme:

“Rapaz tímido domina o amante da mãe. A beleza e o horror trocam carícias. Deuses adolescentes desafiam morais convencionais. A morte prostitui-se vestida de criança”

“Coelho Mau”, que foi já exibido no Festival de Cannes em 2017, arrecadou o prémio Sophia para melhor curta-metragem de ficção do presente ano.

A lista de participações com o cunho português fica completa com a participação de “Milla”, um filme de Valérie Massadian. A produção luso-francesa venceu o Grande Prémio Cidade de Lisboa para melhor filme da competição internacional do festival Doclisboa.