CinemaCríticas de CinemaSem categoria“Freaks” – um filme que não aquece nem arrefece

“Freaks” é o novo thriller a estrear nos cinemas este mês. Realizado e escrito por Zach Lipovsky e Adam B. Stein, conta ainda com a participação de Emile Hirsch, Bruce Dern, Grace Park,  Amanda Crew, e Lexy Kolker. “Freaks” conta a história de uma rapariga de 7 anos, Chloe, que vive com o seu pai controlador (Emile Hirsch). Este proíbe a filha de sair à rua ou até mesmo, de espreitar pela janela porque: “existem homens maus que a...
Daniela Manaças Daniela ManaçasOut 17, 201968/100
Realização
Zach Lipovsky, Adam B. Stein
Género
Drama | Sci-Fi | Thriller
Duração
105 min
Estreia
24.OUT.19
Overall Score
Rating Overview
Realização
65%
Argumento
65%
Fotografia
60%
Representação
80%
Efeitos Especiais
70%
Rating Summary
É definitivamente um daqueles filmes que não fica na memória mas que consegue entreter o espectador e trazer algum tipo de divertimento. 
“Freaks” é o novo thriller a estrear nos cinemas este mês. Realizado e escrito por Zach Lipovsky e Adam B. Stein, conta ainda com a participação de Emile Hirsch, Bruce Dern, Grace Park,  Amanda Crew, e Lexy Kolker.

“Freaks” conta a história de uma rapariga de 7 anos, Chloe, que vive com o seu pai controlador (Emile Hirsch). Este proíbe a filha de sair à rua ou até mesmo, de espreitar pela janela porque: existem homens maus que a querem matar.

A sinopse que podemos ler no IMDb pode enganar.

«Uma pequena rapariga , descobre um novo mundo bizarro, misterioso e ameaçador após escapar de casa e do seu pai controlador e super protector».

Posso já adiantar, que não é nada do que estão a imaginar. Isto pode ser positivo ou negativo. Na verdade, o filme começou bem mas divergiu para temas que, pessoalmente não me atraem muito, no entanto consigo ver os seus aspectos positivos.

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O ponto mais forte do filme é sem sombra de dúvidas a representação, especificamente a de Emile Hirsch. Uma personagem que confunde o espectador, não sabemos se gostamos dele ou se estamos contra ele. Num momento está a pentear a filha gentilmente e no outro a fechá-la no armário.

É esta “bipolaridade extrema” da personagem que a faz tão interessante e desperta esta curiosidade no espectador. Mas afinal quem é esta pessoa?

A parte engraçada é que esta pergunta fica com o espectador durante muito tempo. O público não sabe o que está a ver e é difícil decifrar o que se passa no filme. Várias hipóteses passam pela nossa cabeça mas aos bocadinhos vamos compreendendo e encaixando as peças. Isto acontece porque os realizadores decidiram contar a história através da perspectiva da Chloe, uma miúda tão confusa como nós que tenta perceber o porquê de não poder sair de casa e quais são os perigos que a esperam. 

Por esta razão o filme também passa por vários géneros. O próprio realizador falou sobre isso numa entrevista realizada pela No Film School:

 « If she’s really scared, it feels like a horror film, and when she’s amazed, it feels like a Spielberg movie, and when she gets really angry, it feels like a revenge film. »

-Lipovsky

Ainda assim, não é um filme que surpreende nem desilude. É um daqueles filmes cuja história e temática já estamos fartos de ver. Tentando evitar spoilers ao máximo, o filme tenta ser especial por usar vários géneros no entanto, na minha opinião, acaba por ser uma confusão, fazendo com que o filme não atinja todo o seu potencial.

É uma mistura de drama, thriller, fantasia, aventura, sci-fi, ação e um pouco de comédia. De certa, forma assemelha-se um pouco aos filmes da DC e Marvel, mas também aos filmes de ficção cientifica e ação pelo que os fãs destes géneros podem vir a gostar deste filme.

Não é de todo um desperdício de tempo nem de dinheiro, mas também não nos acrescenta nada. É definitivamente um daqueles filmes que não fica na memória mas que consegue entreter o espectador e trazer algum tipo de divertimento. 

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