CinemaCríticas de CinemaEstreiasEstreias da SemanaFilmes“Le Mans ´66” – Na Corrida Aos Óscares

Matt Damon e Christian Bale unem forças com James Mangold para nos trazer “Le Mans ´66”, um fortíssimo candidato para os Óscares deste ano. Depois de seguir caminho por mundos das páginas aos quadradinhos com duas rendições cinematográficas da personagem de Wolverine – sendo que realizou “Wolverine” (2013) e “Logan” (2017) -, James Mangold volta a adaptar histórias reais para o grande ecrã. Desta vez traz-nos “Le Mans ´66”, nalguns países intitulado de “Ford v...
João Borrega João BorregaNov 13, 201981/100
Duração
152 minutos
Género
Drama, Acção
Data de Estreia
14 de NOV. 2019
Distribuidor
Big Picture
Overall Score
Rating Overview
Realização
85%
Representação
90%
Argumento
80%
Fotografia
80%
Banda-Sonora
70%
Rating Summary
“Le Mans ´66” irá, certamente, surgir no certame dos grandes destaques para os Óscares da Academia. Em ambos os lados da câmara, este filme cativa desde o seu arranque e demonstra, no seu modo antiquado, que ainda se faz cinema maravilhoso na recta final desta década.

Matt Damon e Christian Bale unem forças com James Mangold para nos trazer “Le Mans ´66”, um fortíssimo candidato para os Óscares deste ano.

Depois de seguir caminho por mundos das páginas aos quadradinhos com duas rendições cinematográficas da personagem de Wolverine – sendo que realizou “Wolverine” (2013) e “Logan” (2017) -, James Mangold volta a adaptar histórias reais para o grande ecrã.

Desta vez traz-nos “Le Mans ´66”, nalguns países intitulado de “Ford v Ferrari”, a história de Carroll Shelby (Matt Damon), um lendário condutor de corridas, e Ken Miles (Christian Bale), um mecânico genial mas com um feitio complicado, que se juntam para criar o carro mais rápido para a Ford, de modo a que esta possa vencer a Ferrari no grande corrida Le Mans de 1966. 

Cada vez são menos este tipo de filmes que Hollywood nos oferece; grandes produções, com budgets chorudos, com imenso talento à frente e atrás da câmara, a contar uma história baseada em factos verídicos maiores que a vida. 

Logo a partir desse ponto de vista, “Le Mans ´66” pode ser visto como uma pedra preciosa num mar de carvão. Já para nem falar de que o próprio filme concilia o sentimento de um filme de época com técnicas cinematográficas mais presentes no século XXI.

Com esse efeito, Mangold realiza uma obra incrível, épica na sua própria escala, com adrenalina para dar e vender e toques de comédia e  de drama ligam esta história à realidade vivida.

Tudo isto é possível com as representações estupendas do seu cast principal. Matt Damon e Christian Bale mostram todos os seus trunfos e demonstram que estão no topo da cadeia alimentar dos actores mais talentosos hoje em dia. Com ambos a serem considerados para o Óscar de Melhor Actor, é impossível ficar indiferente a estas performances.

Ver Também:“The Personal History Of David Copperfield” – Dickens como nunca viram antes!

E quem os rodeia também está igualmente bem. Desde Caitriona Balfe a Jon Bernthal, passando Josh Lucas e terminando no jovem Noah Lupe. Todos dão 100% e todos tem o seu momento para brilhar. 

No que toca a um aspecto técnico, “Le Mans ´66” é cativante, com uma fotografia ampla e uma edição exímia. Proporciona momentos grandiosos numa história íntima sobre dois homens que querem mostrar que são os sujeitos ideais para cumprir tamanha façanha. 

Para que tudo isto consiga atingir  impacto emocional na meta final, é necessário fazer um longo exercício de narrativa e aprofundamento de personagens e relações. Por esse motivo, o primeiro acto de “Le Mans ´66” demora-se um pouco, sente-se ligeiramente o seu lento ritmo. 

Porém, tudo isto é compensado nos actos seguintes. Assim que Damon e Bale começam a construir o carro, o filme pede aos espectadores para apertarem os cintos de segurança e só desacelera quando os créditos aparecem na tela. 

“Le Mans ´66” irá, certamente, surgir no certame dos grandes destaques para os Óscares da Academia. Em ambos os lados da câmara, este filme cativa desde o seu arranque! Desta forma, demonstra, no seu modo antiquado, que ainda se faz cinema maravilhoso na recta final desta década.