Michael Palin, o ator sobretudo conhecido pelo seu papel em “Monty Python e o Cálice Sagrado”, agora com 76 anos, foi nomeado Sir, tornando-se no primeiro cavaleiro dos Monty Python a ser Cavaleiro da Ordem britânica de São Miguel e São Jorge na vida real, possivelmente o único – recorde-se que John Cleese já recusou duas comendas da coroa.

Palin, que havia liderado os Cavaleiros que dizem “Ni!”, entre outros papéis no filme, 44 anos depois do seu famoso desempenho, foi na passada semana oficialmente nomeado cavaleiro pelo Duque de Cambridge, Príncipe William, no Palácio de Buckingham.

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No final do ano que passou, Palin encontrava-se entre os nomes que fazem parte da lista de Ano Novo de homenageados para o ano de 2019 no Reino Unido, uma lista que reconhece os seus nomeados pelos feitos extraordinários, bravura pessoal e serviços ao Reino Unido e aos territórios além mar.

Michael Palin não se tornou agora cavaleiro pelo seu contributo ao humor ou devido aos memoráveis feitos dos Monty Python, mas sim por aqueles que são considerados os seus serviços à cultura, geografia e viagens, no seguimento da sua carreira no entretenimento como anfitrião de viagens no programa de televisão dos anos 80 “A Volta ao Mundo em 80 dias” e “De Pólo a Pólo”e autor de livros de viagens.

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Para quem não se recorda, “Monty Python e o Cálice Sagrado” é uma comédia britânica de 1975 centrada na lenda do Rei Artur. O grupo de atores cómicos Monty Python, constituído por Graham Chapman, John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones e Palin interpretam os vários personagens históricos, acumulando muitas vezes funções.

O Rei Artur (Chapman) percorre o Reino Unido à procura de cavaleiros para se tornarem membros da Távola Redonda e a história inclui personagens tão memoráveis como os Cavaleiros que Dizem “Ni!”, um grupo de cavaleiros que grita aquela palavra para afugentar as pessoas e que se recusam a deixar passar Artur a não ser que lhes ofereça um arbusto.