Depois de muita especulação e rumores foi o próprio Sam Raimi que confirmou que será o realizador da aguardada sequela de “Doctor Strange”.

“Doctor Strange in the Multiverse of Madness” traz de volta o mago Stephen Strange (Benedict Cumberbacth) cujo primeiro filme teve a sua estreia em 2016. A sequela foi anunciada ano passado durante o painel da Marvel Studios na San Diego Comic Con, no qual o seu CEO Kevin Feige não só confirmou o filme como também revelou o seu realizador,  Scott Derrickson.

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Durante o painel, o realizador revelou o seguinte:

Este é o primeiro filme assustador do MCU.

 Isto gerou excitação por parte dos fãs que, na sua grande maioria, tinham já gostado do primeiro filme, contudo pensavam que poderia ter sido mais arriscado em pontos ao apostar um pouco mais nas realidades psicadélicas nas quais se aventura este herói.

 Face à reação do público, temos as primeiras notícias “estranhas”, nas quais Kevin Feige suaviza o primeiro depoimento do realizador. Numa entrevista feita pela NYFA ao CEO em dezembro, este revela que:

Eu não diria que este seja um filme de terror, mas sim um grande filme do MCU com cenas assustadoras.

 Isto bate certo, sendo que boa parte dos filmes desta série são feitos para o grande público. Neste sentido, torna-se complicado apostar em histórias mais violentas e assustadoras, sendo que a grande demografia deste franchise esteja voltada para o público mais jovem. Porém será que esta será a melhor abordagem?

 Afinal de contas, após dez anos de história, esta fórmula de ação e gargalhadas talvez precise de ser bem oleada com uns bons sustos e algumas histórias um pouco mais arriscadas. Não seja esse o caso, talvez o público comece a ficar um tanto cansado da tão repetida estrutura que, até a data, tem funcionado às mil maravilhas.

 Eis que no mês de Janeiro, nos chega a notícia de que Scott Derrickson abandonou o cargo de realizador no novo filme da Marvel devido a diferenças criativas com os estúdios. Talvez a proposta do realizador não fosse a mais arriscada, contudo é preciso debater se os estúdios decidiram simplesmente não abordar uma história mais corajosa. Afinal de contas, já não é a primeira vez que a Marvel substitui realizadores devido a diferenças criativas. O caso mais famoso é com certeza o de Edgar Wright no filme “Ant Man” cujo papel como realizador foi substituído por Peyton Reed. Aparte este caso, tivemos também o caso de Patty Jenkins no filme “Thor 2”.

 Desta vez chegou a altura de Sam Raimi assumir o cargo como realizador desta nova produção. O cineasta, responsável pela primeira trilogia de filmes da série “Spider Man”, revelou ao site ComingSoon que iria de facto realizar o filme, notícia que até então não passava de um rumor:

Eu adorava o Doctor Strange em criança, mas ele estava sempre a seguir ao Spider-Man e Batman, para mim estaria provavelmente em quinto lugar nas melhores personagens de banda-desenhada. Ele era tão original, mas quando colocámos aquela referência no “Spider-Man 2” eu estava longe de imaginar que algum dia viria a realizar um filme do Doctor Strange, portanto foi uma divertida coincidência. Gostava de ter sabido na altura que agora faria parte deste projeto!

 Interessante notar que o realizador já havia referenciado Stephen Strange durante o filme “Spider Man 2” no qual o nome é dito durante uma conversa entre J.Jonah Jameson (J.K.Simmons) e o seu funcionário do Daily Bugle.

 Além da trilogia do aranhiço, Raimi afirma-se como um dos grandes nomes em Hollywood no que toca a terror. Responsável pela realização da trilogia Evil Dead nos anos 80, hoje em dia Raimi produz diversos filmes do género, entre eles o excelente “Don’t Breathe” e o surpreendente remake do seu filme “Evil Dead”.

“Doctor Strange in the Multiverse of Madness” chega aos cinemas em novembro de 2021.