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    Tick, tick…Boom! | Tick, tick… BOM!

    A Netflix continua a apostar forte nas produções cinematográficas, desta vez Tick, tick… BOOM!, que está nomeado para o óscar de melhor ator, com a performance de Andrew Garfield.

    História de Tick, tick… Boom!

    Prestes a fazer 30 anos, Jonathan Larson (Andrew Garfield) revela à audiência de um espetáculo, o seu percurso de vida até ali. O trabalho num restaurante, a obsessão pelo Musical, a vida amorosa e social são os vários temas representados neste filme de Lin-Manuel Miranda.

    Trata-se de uma semi-autobiografia. A forma como esta é apresentada ao espectador é peculiar. O realizador e compositor prepara o palco para que o seu objeto de estudo, Jonathan Larson, descreva o percurso de vida até aos seus quase 30 anos. Com momentos musicais nesse espetáculo e outros coreografados, vemos a forma como o compositor Larson fazia letras a partir de, quase, qualquer coisa.

    O período de vida retratado no filme é quando o compositor está a trabalhar no seu primeiro grande espetáculo musical, “Superbia”. Os problemas da década de 90, nomeadamente o grande “surto” de HIV é retratado de forma subtil, ao início, e mais intensa, na parte final do filme, visto que o compositor perde bastantes amigos para essa doença.

    A angústia de não ter dinheiro nem ideias para escrever a sua peça são também muito bem espelhados. O desmoronamento da sua relação com Susie (Alexandra Shipp), o afastamento da sua vida social, faz com que Larson se sinta sozinho e pressionado para apresentar o seu trabalho (que demorou oito anos a produzir) a tempo e em condições.

    Andrew Garfield enche o palco que Lin-Manuel Miranda montou

    Andrew Garfield faz uma prestação notável como Jonathan Larson. Não só apresenta uma faceta musical, como consegue transmitir várias emoções à personagem durante todo o filme.

    Em todas as músicas, notamos que foram escritas por Lin-Manuel Miranda. A presença de certos tons de piano e ainda uma ou outra parte de rap, é inconfundível as mãos do compositor norte-americano. O compositor de várias músicas de recentes filmes da Disney como “Vaiana” e “Encanto”, estreia-se no lugar da realização. E podemos dizer que fez um bom trabalho, na forma como conta a história. Não sendo um filme extraordinário, é um bom filme, com boas performances e boa música.

    A ideia principal do filme é dar a conhecer a vida de uma das pessoas que terá revolucionado o mundo dos teatros musicais. O trabalho mais conhecido de Jonathan Larson é RENT, mas Lin-Manuel Miranda quis dar a conhecer ao público como era a vida do compositor, antes do seu grande espetáculo.

    Por ser também ele compositor de teatros musicais, Lin-Manuel Miranda deverá ter escolhido esta história para, de certa forma, homenagear uma das pessoas que o terão influenciado.

    Francisco Amaral
    Francisco Amaral
    Apaixonado por videojogos e tudo o que tenha narrativa, é fácil encontrarem-me a ver a saga Star Wars (como deve ser) ou a escrutinar tudo o que há para saber sobre Marvel. Ler é também outro dos universos onde mergulho muitas vezes.

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