“IT” de Stephen King está de vento em popa quer devido à sua receção positiva, quer devido aos detalhes curiosos em torno desta história. Fica a saber 10 factos em torno da história de Pennywise.

10. A história passa-se em Maine, onde muitas das histórias de Stephen King têm lugar

Um detalhe engraçado e um tanto curioso em torno de várias histórias de Stephen King é o facto das suas histórias se passarem no estado do Maine, Estados Unidos da América. Contos tais como “Carrie”, “Pet Sematary”, “Salem’s Lot” e “Dreamcatcher” decorrem todas neste mesmo estado.

Há várias razões para tal acontecer: o facto de Stephen King ter crescido em Maine, assim como os contos e mistérios em torno desta área (entre as quais se contam as ruínas históricas e alguns locais místicos, tais como o Flagstaff Lake, ou as pequenas cidades que refletem o ambiente em muitas obras de King).

9. Andy Muschietti não é fã da minissérie de 1990

O realizador da mais recente adaptação da história admitiu que não era fã da minissérie na qual Tim Curry veste a pele do irónico palhaço. O cineasta explicou a sua perspetiva numa entrevista:

Eu reconheço totalmente que a minissérie foi icónica para uma geração. Mas também acho que isso afetou aquela geração, porque eles a viram com olhos muito jovens como um filme de TV ou em VHS. Muitas pessoas não se lembraram de tudo, mas estão aterrorizadas com as cenas icónicas do palhaço atrás dos lençóis no início e o dreno das tempestades.

Maschietti salientou que uma audiência recente e mais adulta (especialmente aqueles que conheçam a história do livro) normalmente não apreciam muito a minissérie de 1990. Com a sua versão, Andy Muschietti salienta que pretendeu capturar o mesmo tom que a obra original de King captou.

Foi uma versão muito diluída. Não continha a mesma escuridão que o livro tinha. Eles não podiam fazer algo para a TV sobre um palhaço que come filhos.

8. Há palhaços a perderem empregos nos EUA por causa do filme

Ao que parece o presidente da Associação Mundial de Palhaços recentemente declarou que muitos palhaços norte-americanos estão a ficar sem emprego nos Estados Unidos por causa do filme, apontando que muitas festas em escolas e bibliotecas foram canceladas devido ao medo de palhaços que muitas crianças e jovens têm vindo a ganhar a estes entertainers. Esta mesma associação tem trabalhado para limpar a imagem negativa que muitas pessoas têm ganho a palhaços, salientando o facto de que uma pessoa que se vista de palhaço não quer dizer que seja um palhaço “real”.

Muitas pessoas apontam a minissérie de 1990 como razão para ter medo a palhaços (um tópico que será mais aprofundado à frente), assim como o culto de palhaços de “American Horror Story”. Além disso a moda estranha de serem avistados vários palhaços em vários locais norte-americanos, particularmente em finais de 2016, levou a uma certa insegurança face a estes seres.

O próprio Stephen King até aproveitou o ultraje em torno desta situação para fazer uma piada:

7. Stephen King fartou-se de tecer elogios a esta produção

Este facto vem de uma declaração bastante elogiosa da parte do autor após ter visto o filme. Uma curiosidade passa pelo facto de o autor ser muito crítico face às adaptações dos seus trabalhos. Por exemplo, King detesta a adaptação de “The Shining” de Stanley Kubrick e a sua opinião mantém-se inalterada até aos dias de hoje. No entanto face a esta nova versão o autor admite:

 Não estava preparado para o quão bom foi. É diferente mas ao mesmo tempo, o público vai-se identificar com isto. Vão gostar das personagens, para mim é o mais importante. Sei que os meus fãs vão gostar do filme.

6. Pennywise foi inspirado num serial killer real

A ideia do palhaço assassino já existiu bem antes de Pennywise. Antes de Tim Curry e Bill Skarsgard terem colcado roupas coloridas e maquilhagem, nos anos 70 John Wayne Gacy vestia a pele de “Pogo the Clown”, dando assim origem ao primeiro “Killer Clown” real.

Nascido em 1942, Gacy teve uma infância conturbada marcada, assim como pela su homossexualidade reprimida que o levou a cometer vários atos de agressão sexual contra outras pessoas do mesmo sexo. O serial killer gostava de se vestir de palhaço para animar várias festas de aniversário. Além disso Gacy, que era dono de uma empresa, contratava vários rapazes jovens que desapareciam misteriosamente.

Eventualmente os seus atos foram descobertos e vários corpos desenterrados na sua propriedade. John Wayne Gacy foi preso em 1988 e condenado a pena de morte. Antes da sua execução em 1994, o serial killer fez vários desenhos de si mesmo vestido do palhaço que interpretou enquanto aguardava pelo seu destino no Corredor da Morte.

5. O papel de Pennywise já foi bastante idealizado em ambas as adaptações

No caso da minissérie de 1990, antes de Tim Curry ter sido a escolha definitiva foram ponderadas opções tais como Malcolm McDowell e Roddy McDowall. Contudo, essas eram as escolhas ponderadas antes de Tommy Lee Wallace ter ficado com a cadeira de realizador. Wallace sabia que queria que Curry vestisse o fato de palhaço e assim foi.

Uma surpresa relativamente ao filme de 2017 é que a principal escolha para Pennywise antes de Andy Skarsgard foi… Tilda Swinton. Isto devido à capacidade que a atriz tem de se “transformar” em qualquer tipo de personagem especialmente a nível físico.

4. A minissérie de 1990 deu a muita gente o medo a palhaços

Um estudo revelou que a minissérie teve impacto nos medos de uma geração, especificamente nos mais jovens que viram a minissérie. Segundo a tese em causa aqueles que viram a minissérie no seu ano de estreia têm maior probabilidade de ter medos e ansiedades face a imagens de palhaços.

Contudo, o medo de palhaços já existe muito antes de “IT” ter sido escrita O vídeo abaixo explica muitos dos fatores em torno desse medo comum:

3. O fim trágico do “Bill Denbrough” da minissérie

O líder dos “Losers” foi interpretado em 1990 por Jonathan Brandis, que tinha, na altura, uma carreira aparentemente promissora. O jovem chegou inclusive a contracenar com lendas tais como Chuck Norris, Roy Scheider e Don Franklin. Antes da sua participação em “IT” terá interpretado Bastian em “A História Interminável II”. Durante alguns anos o seu talento, bem como o seu charme valeram-lhe alguma popularidade entre várias faixas etárias femininas.

Infelizmente a carreira e vida pessoal do jovem deram reviravoltas para o pior o que levou a que Brandis se enforcasse no seu apartamento em novembro de 2003. Segundo relatos o jovem terá tomado a atitude pouco depois de voltar de um jantar com amigos, amigos esses que o encontraram ainda com vida.

Brandis viria a morrer no dia seguinte aos 27 anos, juntando-se ao grupo mórbido de celebridades que perderam a vida com essa mesma idade.

2. Bill Skarsgard esteve afastado do resto do elenco durante a produção do filme

O relato vem de declarações do ator que interpreta o palhaço assassino que sublinha que o realizador teve a ideia de não o deixar interagir com as crianças até à sua primeira cena em que ele aparecia como Pennywise. O objetivo foi criar um sentimento de antecipação nos atores face ao aspeto do antagonista da história.

Skarsgard comentou que a experiência foi bastante solitária nos primeiros tempos mas que a decisão do realizador fez sentido. “Eles estavam todos a sair juntos, a ficar amigos, e eu estava sozinho a tentar lutar contra este palhaço demoníaco que eu ia retratar”.

O ator confessou ainda que teve receio de traumatizar as crianças nas cenas mais assustadoras. Por exemplo, numa das cenas em que Pennywise sai de um frigorífico e tenta matar Eddie (Jack Grazer), mal a cena cortou, Bill dirigiu-se ao jovem com receio de o ter assustado e ficou surpreendido quando o rapaz teceu elogios à sua performance naquele momento.

1. No livro há uma cena de sexo… entre as crianças

Esta é talvez a cena mais polémica da obra e que não apareceu (e talvez nunca aparecerá) nas adaptações. É certo que Beverly Marsh derreteu alguns coraçõezinhos do seu grupo de amigos, no entanto, no livro a menina torna-se um pouco mais “íntima” com os seus amigos.

Após as crianças derrotarem Pennywise pela primeira vez, encontram-se traumatizados, frustrados e cansados. Ao tentarem sair dos esgotos os sete sentem dificuldades em encontrar a saída acabando mesmo a discutir uns com os outros sobre a solução a tomar. Até que quem revela a solução é Beverly que resolve… pedir aos seus amigos que façam sexo com ela um a um. E, por muito estapafúrdia e perturbadora que esta cena seja… resulta e as crianças saem em segurança dos esgotos!

Sim, leram bem: no livro há uma cena de sexo precoce e consensual entre uma menina de 12 anos e os seus seis amigos da mesma idade. A cena é bastante detalhada relatando as sensações sentidas por Bev à medida que a sua sexualização precoce ocorre. Muitos acreditam que a cena de sexo é uma espécie de simbologia que alude ao facto das crianças se tornarem adultos sem compreenderem verdadeiramente o que isso significa.

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