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    Amor à Segunda Vista | A aposta para o Dia dos Namorados

    Hugo Gélin, co-argumentista de “A Gaiola Dourada”, apresenta uma comédia romântica como já há poucas. “Amor à Segunda Vista” é uma aposta para os pares românticos, mas também para os entusiastas da comédia francesa.

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    Jovem esperança do cinema francês, Hugo Gélin conseguiu logo com “Comme des frères” uma nomeação ao César de Melhor Primeiro Filme, seguido de um êxito crítico e comercial de “Dois é uma Família” com Omar Sy, sobre um pai solteiro que recusa perder a guarda da filha de quem cuidou sem a mãe durante 8 anos.

    Por cá, a sua história cruza-se com a do luso-francês e amigo de infância Ruben Alves, com quem colaborou no argumento de “A Gaiola Dourada”, fruto das vivências entre franceses e emigrantes portugueses e das férias que vinha passar a Portugal com a família Alves.

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    Em “Amor à Segunda Vista”, Hugo Gélin apresenta uma história de amor com um twist de fantasia, quando um casal que se apaixonou na juventude e em que ele se tornou num escritor famoso enquanto ela abdicou da sua carreira, acorda de um dia para o outro em situações opostas. Agora, ele é um professor de liceu frustrado a viver com o melhor amigo e ela, que nem se recorda de alguma vez o ter conhecido, é uma pianista mundialmente aclamada.

    Estamos perante duas personagens bem desenvolvidas, em que cada uma tem os seus objetivos, os seus defeitos, o seu percurso, ou seja, são humanos. Algo muito diferente do par genérico das comédias românticas que apanhamos nas tardes televisivas que vence tudo contra todos porque simplesmente acontece tudo de bom que pode acontecer. Neste filme, estamos perante um par, que dependendo da realidade em que nos encontramos, um tem de ficar na sombra para que o outro sobressaia.

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    Verdadeira comédia romântica como já se encontram poucas, “Amor à Segunda Vista” tem um argumento que nunca perde o interesse, desde os primeiros minutos que mostram o evoluir da relação ao estilo do início de “Up – Altamente” ao final que vai contra as convenções do género.

    Atores em plena ascensão no cinema francês, François Civil (que em 2019 se destacou em “Ameaça em Alto Mar”) e Joséphine Japy (nomeada aos César por “Respira”, de Mélanie Laurent) interpretam o casal protagonista, acompanhados pelo melhor amigo desengonçado e grande scene-stealer que coloca a comédia na comédia romântica Benjamin Lavernhe (que com este papel conseguiu uma merecida nomeação ao César de Melhor Ator Secundário).

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    É sem dúvida a boa aposta nos cinemas para o Dia dos Namorados.

    Miguel Revel
    Miguel Revelhttp://www.cinewebmagazine.blogspot.pt/
    Apaixonado por cinema desde criança, dos clássicos modernos de Nolan e Fincher às obras intemporais de Hitchcock e Welles. Licenciado em Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa. Colaborador do Cinema Pla'net desde Agosto de 2015.

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