Uma Análise aos Clássicos: “O Clube dos Poetas Mortos” de Peter Weir

Vê e deixa-te seduzir pelo trailer de "O Clube dos Poetas Mortos"

Se precisas de um filme para elevar o teu espírito, “O Clube dos Poetas Mortos” é a nossa sugestão. Um filme que tem tanto de bom como de inspirador. Dá uma olhada.

A primeira vez que vi este filme foi numa aula de Filosofia, não há muitos anos. Foi amor à primeira vista, literalmente. É um filme que tem tanto de bom como de inspirador, pois tem a capacidade de nos fazer pensar acerca das nossas próprias vidas e de nos questionar acerca do que andamos a fazer com ela.

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O magnífico filme de Peter Weir inicia-se com a transferência do tímido Todd Anderson (Ethan Hawke) para uma nova escola, conservadora e que prima pela rigidez e exigência. Todd conhece Neil Perry (Robert Sean Leonard), um dos jovens mais populares, que se encontra sob grande pressão do seu pai. Os dois, juntamente com os seus amigos, conhecem John Keating (Robin Williams), o novo professor de inglês, que tem métodos de ensino pouco ortodoxos e que nada se enquadram na escola extremamente tradicional.

Mais que ensinar inglês, Keating inspira os seus alunos a perseguirem os seus sonhos independentemente daquilo que lhes é impingido por outras pessoas. Ensina-lhes que às vezes é necessário contestar e revoltar-se contra o sistema, contra as restrições nas leituras, contra tudo o que os impede de serem livres pensadores. E neste contexto é-lhes apresentado pelo professor o “Clube dos Poetas Mortos”, onde são feitas as leituras de poetas como Henry David Thoreau, Walt Whitman e Byron. O lema do clube tem duas palavras – “Carpe Diem” -, que em suma significa aproveitar a vida, tão curta que é.

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O filme mostrou-me que “aproveitar o dia e fazer as nossas vidas extraordinárias” não é apenas uma frase bonita, mas sim uma obrigação moral. Que nós somos as nossas próprias limitações e que o nosso dever enquanto indivíduos é lutarmos contra o conformismo e fazermos aquilo que sabemos que nos vai fazer mais felizes.

Uma das coisas que mais gostei de saber sobre o filme foi que o realizador Peter Weir fez com que os rapazes ficassem a dormir todos no mesmo dormitório de forma a criarem laços. Gravou inclusive as cenas por ordem cronológica, de forma a captar o desenvolvimento interpessoal entre os jovens e também a evolução do respeito pelo Mr. Keating, interpretado pelo eterno Robin Williams. O ator chegou a revelar que o que mais o atraiu no papel de John Keating foi que este era o tipo de professor que ele gostaria de ter tido nos seus tempos de escola.