Beyond The Title ArtCinemaDestaquesTelevisãoBeyond the Title Art | Christian Antolin

Portuguese version (If you want to see in English, you have to scroll down) O Beyond The Title Art é um espaço dedicado a todo um mundo por detrás desta arte que são os genéricos de séries e cinema. Para mim, o genérico é algo que, quando vou ver um filme ou uma série, não posso passar à frente (é regra). Toda a imagética e a música evidenciam imediatamente o tom da narrativa e sou mais...
Eduardo Teixeira Eduardo TeixeiraOut 15, 2017

Portuguese version (If you want to see in English, you have to scroll down)

O Beyond The Title Art é um espaço dedicado a todo um mundo por detrás desta arte que são os genéricos de séries e cinema.

Para mim, o genérico é algo que, quando vou ver um filme ou uma série, não posso passar à frente (é regra). Toda a imagética e a música evidenciam imediatamente o tom da narrativa e sou mais facilmente transportado para aquele mundo, para aquela história. Na minha opinião, os genéricos são necessários para nos ambientarmos à série ou filme em questão.

Nesta entrevista, conversei com o Designer Christian Antolin.

Podes-nos falar um pouco sobre o ti e o que fazes?

Nascido e criado em Guadalajara, México, em criança estava sempre envolvido em arte, especialmente desenho. Adorava mais que tudo… ainda amo. Estudei design gráfico na Universidade de Guadalajara onde obtive um diploma em comunicação gráfica e trabalhei em publicidade durante 10 anos antes de me mudar para Los Angeles há 4 anos atrás. Agora passo o meu tempo a desenhar sequências de títulos para filmes e séries na Prologue Films.

Fala-nos um pouco do teu background em design.

A minha experiência vem na sua maioria do meu trabalho em agências publicitárias. Aperfeiçoei as minhas habilidades de design a trabalhar numa variedade de campos como ilustração, marcas, tipografia e embalagens. Este envolvimento provou-se muito eficaz mais tarde quando me ofereceram trabalho na Prologue Films na Califórnia, um grande estúdio, responsável por tantos trabalhos impressionantes em sequências de títulos.

O que pensas desta área? Achas que é uma área muito competitiva?

Com certeza, a cada pitch estamos a competir contra os melhores talentos da cidade, portanto é muito difícil trazer um projeto para a empresa. Todos querem ganhar os projetos criativos mais interessantes. Os estúdios investem tempo, esforço e recursos para desenvolver ideias originais que vão ao encontro do que é pedido. De um modo geral a competição tem um impacto positivo na indústria, força-nos a melhorar o nosso nível. A qualidade aumenta constantemente e os produtos finais tornam-se cada vez melhores.

Quais são as tuas fontes de Inspiração?

Depende mas geralmente consumo tudo o que há na internet, desde Pinterest a Tumblr, vejo montes de filmes e tento sair o máximo que posso, ir a museus, galerias, exposições, etc. Também gosto de falar com os meus companheiros designers. Ter novas experiências de tempos a tempos também ajuda.

Podes-nos contar um pouco sobre o processo de criação de um board para um genérico?

Projetos específicos exigem pesquisas específicas mas, normalmente, o processo decorre assim: investigar sobre o tema – às vezes é preciso conhecer um evento histórico em específico, às vezes é nos pedido que leiamos um livro ou um argumento ; depois tento encontrar referências gráficas – algo que se encontre no tom certo para o projeto, com a luz certa, cores, estilos, etc… um guia visual para o que tentamos concretizar ; após isto chega o momento da concepção – experimentar e jogar com ideias diferentes de forma a criar algo novo.

De todos os trabalhos que estiveste envolvido, consegues escolher um, que gostaste muito de trabalhar?

Nutro sentimentos especiais pelo genérico de Starmaps na abertura cinematográfica do franchise de video-jogos Destiny. Esse foi um dos meus primeiros projetos na Prologue e uma grande experiência para mim. Foi-me possível trabalhar com pessoas muito talentosas e humildes, aprendi muito com elas.

Que conselho darias um Designer Junior, que esteja a começar a sua carreira?

Eu diria: Tentem aprender o máximo que conseguirem, fiquem rodeados por pessoas que vos alimentem. Todos temos algo a aprender. Sejam humildes e confiem nas pessoas com quem trabalham. Sejam corajosos, experimentem, tentem algo novo a cada projeto, tomem cuidado com os detalhes, façam o melhor que podem com o que têm e nunca fiquem satisfeitos.


English Version

Beyond The Title Art is a space dedicated to a whole world behind this art, which is the intro of movies and TV series.

To me, the intro is something that I cannot get ahead when I go to see a movie or a TV series (it’s the rule). All the imagery and music point out immediately the tone of all the narrative, and due to that I a more easily transported to that world, to that story. In my opinion, intros are necessary for us to get the feel of the series of movie in question.

The guest is Christian Antolin.

Can you talk a little bit about yourself and about what you do for living?

I was born and raised in Guadalajara, Mexico. As kid I always were involved in art, specially in drawing, I loved it more than anything, I still do. I studied graphic design at Guadalajara’s University where I earned a degree on graphic communication and worked on advertising for ten years before I moved out to LA  four years ago. Now I spend my time designing title sequences for films and T.V. series at Prologue Films.

Tell me what’s your design background?

The most part of my experience comes from my work on advertising agencies, I honed my design skills working on a variety of fields such as illustration, branding, typography and packaging. This involvement probed to be very handy later on when I get an offer to work at Prologue Films in California, great studio responsible for so many outstanding title sequences.

Do you think this is a competitive area?

For sure, every pitch we’re competing with the best talent in the city therefore is very difficult to bring a project to the company. Everyone wants to win the most interesting and creative projects, the studios invest time, effort and resources to develop original ideas to address the given briefs. Overall the competition has a positive impact on the industry, pushes us to improve our level, the quality is get increased constantly and the final products get better and better.

What are your sources of inspiration?

It depends but usually I consume everything on the web, from Pinterest to Tumblr, I watch a ton of movies and I try to go out as much as I can, museums, galleries, expositions, etc. I also like to talk with my fellas designers and have new experiences from time to time also helps.

Can you tell us a little about the process behind the development of a board for a title sequence for example?

Specific projects require specific researches but normally the process goes like this, investigate about the subject, sometimes you need to know about a specific event in the history, sometimes you are required to read a book or script. Then I try to find graphic references, something that might be in the proper tone for the project, the right lighting, colors, style, etc. a visual guide for what we’re trying to achieve. After this is moment to design, experiment and play with different ideas in order to came up with something new.

Of all the works you were involved in, can you choose one that you love to work?

I have special feelings for the Starmaps sequence in the opening cinematic for the video game franchise Destiny. That was one of my firsts project at Prologue and was a great experience for me. I was able to work with very talented and humble people, I learned a lot from them.

Can you give any advice to any Junior Designers, who are beginning their carreers?

I would say, try to learn as much as you can, surround yourself with people that nourish you, everyone has something to learn from. Be humble and trust in the people that your work with. Be brave, experiment, try something new in every project, take care of the details, do the best that you can with what you have and never be satisfied.