CinemaCríticas de CinemaDestaques“Exterminador Implacável: Destino Sombrio” – Mais Uma Tentativa

Depois do sucesso de “Halloween” em 2018, chega-nos agora “Exterminador Implacável: Destino Sombrio” – uma sequela que pretende fazer uma limpeza ao franchise. Neste preciso momento estamos a presenciar o nascimento de uma moda em Hollywood. Moda essa que começou com “Halloween”, em 2018, e agora em “Exterminador Implacável: Destino Sombrio”. A moda é simples – pegar em franchises com adorados outrora e que perdeu fãs devido a sequelas falhadas e relançar essa franchise para...
João Borrega João BorregaOut 31, 2019
Duração
128 minutos
Género
Ficção Científica, Acção
Data de Estreia
31 OUT. de 2019
Distribuidor
Big Pictures
Overall Score
Rating Overview
Realização
50%
Representação
55%
Argumento
40%
Fotografia
45%
Banda-sonora
40%
Rating Summary
“Exterminador Implacável: Destino Sombrio” é a melhor sequela da nova era deste franchise. Apesar de Linda Hamilton conseguir roubar o espetáculo, a película é pouco memorável e pouco cativante, tornando-se apenas um filme que apenas será recordado como mais uma tentativa.

Depois do sucesso de “Halloween” em 2018, chega-nos agora “Exterminador Implacável: Destino Sombrio” – uma sequela que pretende fazer uma limpeza ao franchise.

Neste preciso momento estamos a presenciar o nascimento de uma moda em Hollywood. Moda essa que começou com “Halloween”, em 2018, e agora em “Exterminador Implacável: Destino Sombrio”.

A moda é simples – pegar em franchises com adorados outrora e que perdeu fãs devido a sequelas falhadas e relançar essa franchise para a ribalta com um filme que “apaga” os antecessores da existência. O que importa são os filmes originais e nada mais. Um vácuo entre o antes e o agora. . 

“Exterminador Implacável: Destino Sombrio” segue a história da saga após os acontecimentos de “O Dia do Julgamento” (1991), o último filme adorado desta franquia. 

O enredo decorre na actualidade, quando Dani Ramos (Natalia Reyes) se vê perseguida por um exterminador vindo do futuro que pretende matá-la. Para poder escapar, irá precisar da ajuda de Grace (Mackenzie Davis), uma humana-cyborg, e de Sarah Connor (Linda Hamilton) de forma a conseguir prevenir a futura destruição da Humanidade.

Ver também: “Mutant Blast” – Um ponto de viragem no cinema português

Vamos ao que importa – esta sequela é melhor que as feitas no século XXI? Estará ao nível dos filmes originais?  É a sequela tão desejada pelos fãs? Bem… Sim, não e talvez.

Depois de comandar “Deadpool”, Tim Miller regressa à cadeira de realizador e oferece-nos um filme de acção de alta cilindrada. Uma perseguição constante remanescente das cinzas de um “Dia do Julgamento”. Mas, será apenas uma pratada de restos ou terá algo de inovador para nós dar?

Primeiramente, vale a pena salientar a acção do filme. Com muita coreografia e uma edição on point, consegue vibrar por momentos o espectador, apesar de não ser inteiramente memorável.

“Exterminador Implacável: Destino Sombrio” não consegue ser tão distintivo nos momentos de acção, tornando-se aborrecido por momentos. 

Para além do mais, é uma lufada de ar fresco ver Linda Hamilton a regressar ao papel de Sarah Connor. Com uma evolução da personagem bem vincada, Hamilton transforma-se numa guerreira destemida e que rouba cada momento de antena que tem. E a sua química pouco amigável com Schwarzenegger é imperdível. 

Porém, neste último “Exterminador” falta a faísca que fez os seus filmes originais tão memoráveis. E muito disso advém do facto de o enredo ser uma repetição absurdamente semelhante ao dos originais. Sendo que, neste caso concreto, a personagem que necessita de ser salva não é tão carismática como o pequeno John. 

Natalia Reyes faz o máximo da sua Dani Ramos que consegue, com o pouco material que tem. Contudo, não tem a profundidade ou o apelo que poderíamos esperar, não conseguindo transmitir para o espectador a empatia esperada. Logo, não estamos minimamente preocupados que o exterminador seja impedido ou não.  

Devido ao facto do filme ser uma perseguição contínua entre máquina e humana, como não nos preocupamos se o resultado final, tudo se torna uma sucessão de momentos de acção que não acelera o batimento cardíaco. 

“Exterminador Implacável: Destino Sombrio” é, ainda assim, a melhor sequela da nova era deste franchise. Apesar de Linda Hamilton conseguir roubar o espetáculo, a película é pouco memorável e pouco cativante, tornando-se apenas um filme que apenas será recordado como mais uma tentativa.

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