Depois do sucesso de “Halloween” em 2018, chega-nos agora “Exterminador Implacável: Destino Sombrio” – uma sequela que pretende fazer uma limpeza ao franchise.

Neste preciso momento estamos a presenciar o nascimento de uma moda em Hollywood. Moda essa que começou com “Halloween”, em 2018, e agora em “Exterminador Implacável: Destino Sombrio”.

A moda é simples – pegar em franchises com adorados outrora e que perdeu fãs devido a sequelas falhadas e relançar essa franchise para a ribalta com um filme que “apaga” os antecessores da existência. O que importa são os filmes originais e nada mais. Um vácuo entre o antes e o agora. . 

“Exterminador Implacável: Destino Sombrio” segue a história da saga após os acontecimentos de “O Dia do Julgamento” (1991), o último filme adorado desta franquia. 

O enredo decorre na actualidade, quando Dani Ramos (Natalia Reyes) se vê perseguida por um exterminador vindo do futuro que pretende matá-la. Para poder escapar, irá precisar da ajuda de Grace (Mackenzie Davis), uma humana-cyborg, e de Sarah Connor (Linda Hamilton) de forma a conseguir prevenir a futura destruição da Humanidade.

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Vamos ao que importa – esta sequela é melhor que as feitas no século XXI? Estará ao nível dos filmes originais?  É a sequela tão desejada pelos fãs? Bem… Sim, não e talvez.

Depois de comandar “Deadpool”, Tim Miller regressa à cadeira de realizador e oferece-nos um filme de acção de alta cilindrada. Uma perseguição constante remanescente das cinzas de um “Dia do Julgamento”. Mas, será apenas uma pratada de restos ou terá algo de inovador para nós dar?

Primeiramente, vale a pena salientar a acção do filme. Com muita coreografia e uma edição on point, consegue vibrar por momentos o espectador, apesar de não ser inteiramente memorável.

“Exterminador Implacável: Destino Sombrio” não consegue ser tão distintivo nos momentos de acção, tornando-se aborrecido por momentos. 

Para além do mais, é uma lufada de ar fresco ver Linda Hamilton a regressar ao papel de Sarah Connor. Com uma evolução da personagem bem vincada, Hamilton transforma-se numa guerreira destemida e que rouba cada momento de antena que tem. E a sua química pouco amigável com Schwarzenegger é imperdível. 

Porém, neste último “Exterminador” falta a faísca que fez os seus filmes originais tão memoráveis. E muito disso advém do facto de o enredo ser uma repetição absurdamente semelhante ao dos originais. Sendo que, neste caso concreto, a personagem que necessita de ser salva não é tão carismática como o pequeno John. 

Natalia Reyes faz o máximo da sua Dani Ramos que consegue, com o pouco material que tem. Contudo, não tem a profundidade ou o apelo que poderíamos esperar, não conseguindo transmitir para o espectador a empatia esperada. Logo, não estamos minimamente preocupados que o exterminador seja impedido ou não.  

Devido ao facto do filme ser uma perseguição contínua entre máquina e humana, como não nos preocupamos se o resultado final, tudo se torna uma sucessão de momentos de acção que não acelera o batimento cardíaco. 

“Exterminador Implacável: Destino Sombrio” é, ainda assim, a melhor sequela da nova era deste franchise. Apesar de Linda Hamilton conseguir roubar o espetáculo, a película é pouco memorável e pouco cativante, tornando-se apenas um filme que apenas será recordado como mais uma tentativa.