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Sete filmes portugueses foram a concurso e a primeira longa-metragem de Pedro Pinho venceu o Festival de Sevilha. Decorreu entre os dias 3 e 11 de Novembro a 14ª edição do Festival de Cinema Europeu de Sevilha, onde o grande vencedor do festival a receber o Golden Giradillo foi “A Fábrica de Nada” de Pedro Pinho, sobre a história de um grupo de operários que tenta salvaguardar os seus postos de trabalho e evitar o encerramento...
Nov 14, 20175 min

Sete filmes portugueses foram a concurso e a primeira longa-metragem de Pedro Pinho venceu o Festival de Sevilha.

Decorreu entre os dias 3 e 11 de Novembro a 14ª edição do Festival de Cinema Europeu de Sevilha, onde o grande vencedor do festival a receber o Golden Giradillo foi “A Fábrica de Nada” de Pedro Pinho, sobre a história de um grupo de operários que tenta salvaguardar os seus postos de trabalho e evitar o encerramento de uma fábrica através de um sistema de autogestão coletiva. Pedro Pinho assina assim a primeira longa-metragem, filmada em 16mm, mas o filme de ficção foi construído em conjunto com Luísa Homem, Leonor Noivo, Tiago Hespanha, a partir de uma ideia de Jorge Silva Melo e da peça de teatro “A Fábrica de Nada”, de Judith Herzberg.

Para além de “A Fábrica de Nada”“Ramiro”, de Manuel Mozos e “Zama”, uma coprodução luso-argentina de Lucrecia Martel (que recebeu uma menção especial do júri), foram as três longas-metragens de produção ou coprodução portuguesa inseridas na Competição Oficial deste festival.

Festival de Sevilha
“A Fábrica de Nada”

O júri decidiu atribuir o Grande Prémio (2º lugar) a “Western”, de Valeska Grisebache o Prémio de Realização foi para “Barbara”, de Mathieu Amalri.

Estiveram também a concurso, na secção Las Nuevas Olas, que é dedicada a “novas forças do cinema e a veteranos fora de série”, “Colo”, de Teresa Villaverde, na área de ficção, e o documentário “Tarrafal”, de Pedro Neves, na área de não-ficção. Outras coproduções franco-portuguesas como “Milla”, de Valerie Massadian, distinguido recentemente com o grande prémio do DocLisboa e “9 Dedos”, do francês F.J. Ossang, premiado este ano no festival de Locarno, estiveram também presentes do festival andaluz.

O festival, com o seu certo cariz político, tem por objetivo promover o cinema de produção europeia, e homenageou ainda António Reis e Margarida Cordeiro com a retrospetiva “Lejos de las Leyes”, que decorreu ao longo de todo o certame, e encerrou com a projeção de “Mudar de Vida”, de Paulo Rocha (filme escrito em parceria com António Reis).

Rita Ornellas

Rita Ornellas

Rita Ornellas nasceu em 1996, em Santo Tirso. Em Leiria, de 1999 a 2014 formou-se em Dança Clássica e Contemporânea. De regresso ao Porto em 2014 - onde agora vive - licenciou-se em Som e Imagem na Escola de Artes da Universidade Católica do Porto em 2017. Durante o curso começou a trabalhar em fotografia criando, em 2015, a série fotográfica “Linhas Sem Destino” e a série “Voyage”, sobre uma viagem à Ilha da Madeira. Em 2017, como projecto final da sua licenciatura na Escola de Artes da Universidade Católica do Porto escreveu, co-produziu e realizou a curta-metragem “JOHN”