Em 2012, o filme “Amour”, de Michael Haneke, contou a história de um casal de idosos parisienses confrontados com os dramas do envelhecimento e a senilidade. O filme foi recebido com aplauso pela crítica, que o levou ao Óscar de melhor filme estrangeiro e a dezenas de prémios em festivais e cerimónias internacionais.

Emmanuelle Riva brilhou no filme com a sua interpretação de Anne, uma pianista em luta contra a galopante perda de faculdades, até ao desfecho dramático. Papel que lhe valeu um César, prémio máximo das artes da representação em França.

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A realidade abraçou este sábado a ficção. Emmanuelle Riva morreu ao 89 anos, vítima de cancro. Apesar de doente há quatro anos, continuava a trabalhar, e estava a rodar neste momento um filme na Islândia.
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Para a posteridade ficam os seus papéis em filmes como “Hiroshima, meu amor“, de Alain Resnais, ou “Azul“, da trilogia das cores de Kieslowski.