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Os Órfãos de Brooklyn – No labirinto que um bom noir exige

Por definição, noir é um subgénero de cinema, que deriva do thriller policial, marcado, quase sempre, por um romance “impossível”. “Os Órfãos de Brooklyn” faz-nos assim, revisitar um estilo que marcou uma época do cinema.

A premissa para o filme “Orfãos de Brooklyn” é muito simples: na década de 50, nos Estados Unidos da América, um detetive privado, solitário e que sofre de síndrome de tourette, após a morte do seu chefe e mentor, procura descobrir qual a motivo do seu assassinato!

Na procura incessante pela verdade, o ímpar detetive privado, percorre as ruas da famosa cidade norte americana, enveredando por um labirinto onde nada parece fazer sentido. Calmamente vai descobrindo e ligando alguns aspetos que o vão conduzindo até à verdade.

Neste trajeto, o detetive vai dando conta da existência de um esquema de corrupção na política. Esquema este que envolve diversas questões sociais transversais aos tempos de hoje, como o racismo, promovendo a gentrificação de um grupo social mais desfavorecido.

A personagem principal do filme, interpretada por Edward Norton, que também produziu, escreveu e realizou o mesmo, marca pela diferença. Devido à sua perturbação neurológica, que o obriga a gesticular e a possuir tiques nervosos que muito o dificulta no dia a dia, proporcionam à personagem, Lionel Essrog, uma singularidade tal que a torna única.

Ver também: “Le Mans ´66” – Na Corrida Aos Óscares

“Os Órfãos de Brooklyn” começa muito bem. Com uma cena tensa, mas nada apressada, assim como todo o filme, que ajuda a agarrar quem vê. Daí em diante, torna-se um filme ameno. Sem correr grandes riscos e sem fugir do registo, o filme não procura novos horizontes à excessão de uma pequena cena que, apesar de estar extremamente bem realizada e ser no momento apropriado, acaba por destoar de tudo o resto.

O filme toma o seu tempo. Sem pressas e, ao mesmo tempo, sem se tornar aborrecido, leva quem vê a revisitar um (sub)estilo que marcou o cinema, sobretudo as décadas de 40 e 50: o noir. Ainda que sem a mestria de outros, como as obras de Billy Wilder, “Pagos a Dobrar” e “Crepúsculo dos Deuses”, “O Terceiro Homem” de Carol Reed, ou mesmo “Relíquia Macabra”, de John Huston, “Os Órfãos de Brooklyn” é um bom e consistente noir. Um filme sólido, de quem se nota que percebe, e muito, de cinema.

O luxuoso elenco e a categórica cenografia…

Bruce Willis, Willem Dafoe, Alec Baldwin, Bobby Cannavale, Michael Kenneth Williams, Robert Wisdom,… E podia continuar por aqui fora. O elenco é cheio de qualidade e todas as interpretações correspondem ao talento de cada um deles. Até Alec Baldwin consegue um desempenho seguro, sem os habituais deslizes que o caracterizam, conseguindo uma atuação irrepreensível.

É de louvar o trabalho realizado na cenografia do filme. Fiel à época, a recriação da cidade é exemplar. O cuidado é notório e a qualidade desse mesmo trabalho ajuda noutra parte técnica, a fotografia. Embora não seja um dos pontos altos do filme, revela-se eficaz. Adequada, a fotografia do duplamente nomeado para o Óscar, Dick Pope, nunca foge do padrão estético e artístico do filme.

Tais imagens são acompanhadas por uma banda sonora rica. Jazz, jazz e ainda… jazz. Que escolha apropriada. O filme é pautado por belas melodias criadas por uma piano, um trompete e um contrabaixo.

A fazer lembrar, em alguns momentos, “Chinatown” de Roman Polanski, “Os Órfãos de Brooklyn” está recheado de pequenos pormenores que ajudam a enriquecer a história e a reafirmar a marca noir. Ora seja pela caixa de fósforos que ajuda a desvendar o enigma por trás da morte de Frank Minna, ora pela presença de uma bela figura feminina que está no centro de toda a trama.

Em suma, “Os Órfãos de Brooklyn” é um filme seguro, recheado de boas interpretações, que apresenta um cuidado estético merecedor de um enorme crédito, onde o realizador nos faz viajar por uma época onde reinava, por uma lado, a prosperidade, mas por outro, a necessidade da exaltação das pessoas na luta pelas causas humanitárias que eram (e ainda continuam a ser) emergentes na sociedade norte americana (e não só).

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Rúben Fonseca
Rúben Fonseca, 23 anos, licenciado em Educação Social na Escola Superior de Educação do Porto. Sou de Valongo, Porto. Os meus interesses passam pelo cinema, futebol e política. Considero-me uma pessoa extremamente auto-crítica e perfecionista.

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