O novo filme da Disney foca-se muito na acção, colocando de parte alguns elementos mais infantis e leves, como os momentos musicais.

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O mais recente filme de animação da Disney, estreou no início de março, com acesso Premium, na Disney + e chegou agora aos cinemas em abril.

A premissa faz lembrar muito a história de Avatar: The Last Airbender e é composto por personagens, cenários e texturas que merecem muito uma continuação.

Aliás, todo o cenário é um mundo aparte. O reino de Kumandra, dividido em várias facções, todas elas com elementos únicos que se completam entre si, é o palco principal desta história.

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Raya é uma guerreira que deseja cumprir o sonho do pai e reunificar o reino de Kumandra. Para isso conta com a ajuda do último dragão, Sisu, e várias outras personagens que encontra ao longo do seu caminho.

A animação continua perfeita ao nível de detalhe e, em algumas texturas, como a água, dá mesmo a percepção de ser real.

O tom do filme é leve, apesar de ter momentos de alguma tensão e acção, mas são bem equilibrados por alívios cómicos provocados pelos amigos de Raya.

A antagonista, se é que lhe podemos chamar assim, não fica nada atrás da protagonista da história, apesar de ter menos tempo de ecrã. Namaari é uma guerreira orgulhosa e determinada que quer o bem para o seu povo.

O filme apresenta-nos, também, algumas partes algo previsíveis, o que não significa ser mau. Além desta previsibilidade existe um grande momento inesperado, em que podemos ficar agarrados à cadeira para saber como vai ser o desenlace final.

Um mundo bem construído com elementos diferentes e que se completam entre si. Ainda assim, as personagens e regiões de Kumandra são pouco exploradas.

Tudo isto pode-nos levar a crer que haja uma possível sequela ou série de animação que explore mais as regiões do reino de Raya.

A mensagem do filme é a confiança que devemos ter nos outros, apesar de grande parte do filme nos mostrar que não devemos confiar em ninguém.

Em suma, é mais um bom filme do mesmo diretor de Big Hero 6 e Moana, com uma animação quase realista. O reino de Kumandra está cheio de possibilidades e seria bom ver o que podia mostrar mais.