© HBO
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Quando a HBO renovou a interessante nova aposta da televisão policial, True Detective, imediatamente se abateu um grande entusiasmo para o que a mente filosófica de Nic Pizzolatto estaria a preparar. A série seguiu o exemplo de American Horror Story, ao tornar-se um exercício antológico que iria explorar uma nova vertente de história com um elenco renovado (e, diga-se, de invejar a muitos) e, acima de tudo, um novo tema musical para os créditos que se tornou uma inconfundível marca de qualidade da primeira temporada. Assim que começámos a ver notícias que Rachel McAdams, Colin Farrell, Taylor Kitsch e Vince Vaughn se juntaram ao elenco, o “bichinho” continuava a criar ainda mais expectativas nas nossas cabeças, dado que a primeira temporada revolucionava o conceito de policial ao incutir uma componente filosófica alucinada que encarnava na figura pouco convencional de Matthew McConaughey. True Detective explora o lado negro e, de certa forma, louco da fração aparentemente correta da lei, em que os polícias, que tentam apanhar um assassino digno de inúmeros pesadelos (clara inspiração de Se7en: Sete Pecados Mortais), são tão ou mais lunáticos do que os criminosos que tentam por atrás das grades.

Nesta segunda temporada, Matthew McConaughey e Woody Harrelson tornam-se produtores e abandonaram os seus papéis anteriores e o resultado é um desastre. Enquanto que na primeira temporada a dupla de detetives conseguia abarcar a narrativa complexa, este novo elenco repleto de estrelas vem a destruir parcialmente o carisma da série. Não só são as personagens desinteressantes, como os talentos dos atores parecem cair num mediatismo e numa depressão que se torna mais banal do que propriamente os dos seus antecessores. A história é, toda ela, confusa e pouco emocionante; o argumento é pesado e saltita de um lado para o outro sem acompanhar o pensamento dos seus próprios espectadores. Colin Farrell não é, de todo, o ator mais carismático de Hollywood e a personagem de Ray Velcoro não é uma que assente nos seus atributos; Rachel McAdams tenta fugir às suas típicas personagens romancistas e a sua personagem é, igualmente, pouco interessante; Vince Vaughn é, pior ainda, um ator que não foi feito para papéis dramáticos (e eu próprio abomino o seu talento na comédia) e o seu retrato de vilão de serviço é decadente e pouco expressivo. É em Taylor Kitsch que o elenco arranca os melhores momentos, numa personagem perturbada, em que os seus atributos físicos parecem agradar a todos menos a ele próprio e o seu conflito interior parece assentar minimamente nos requisitos da série.

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Os oito episódios são, no seu todo, uma novela depressiva em que, nem o talento dos atores, nem a escrita, nem a realização, parecem estar em sintonia em trazer algo de novo para os seus fãs. O final é ainda mais precário, pois não provoca o mínimo prazer de assistir. É uma pena que Nic Pizzolatto não tenha conseguido compor a narrativa com os mesmos elementos da anterior e que a escolha do elenco não tenha sido favorável à sua visão bizarra do mundo da lei, mas mesmo todos nós temos percalços ao longo da vida e, se não for desta, a próxima será certamente melhor. No entanto, o ponto mais maravilhoso é a banda-sonora que continua em alta graças ao senhor T-Bone Burnett que criou uma nova sequência de créditos fenomenal, com recurso à voz inconfundível de Leonard Cohen e o seu tema Nevermind e nos vai deixando alguns temas icónicos.


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REVER GERAL
Representação
5
Argumento
6
Realização
7
Banda Sonora
8,5
Fotografia
8
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