“Ghost in the Shell” desenvolve diversas questões morais que culminaram num legado de filmes e séries. E a Netflix explorará esse universo.

Em 1995, o Japão oferece-nos um dos animes mais importantes para o género cinematográfico da ficção científica. Mamoru Oshii adaptou o material de Masamune Shirow (o manga publicado em 1989) e, explorando as camadas temáticas de obras como “2001: Odisseia no Espaço” e “Blade Runner”, criou um filme visual e interpretativamente rico e significante. Abordando temas como a constituição ética humana, tecnologia, consciência e mortalidade, a história, aliciada a um reconhecível erotismo, a uma explícita violência e um visual tipicamente detalhado das animações japonesas, acompanha assim uma ciborgue e agente da polícia na sua caça a um misterioso e poderoso hacker chamado Puppet Master.

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Ghost in the Shell
Atsuko Tanaka deu a voz à protagonista Motoko Kusanagi no original de 1995

De seguida, seguiram-se “Ghost in the Shell 2: Innocence”, em 2004, “Ghost in the Shell: Solid State Society”, em 2006, “Ghost in the Shell: The New Movie”, de 2015, bem como a série “Ghost in the Shell: Stand Alone Complex”, exibida desde 2002 até 2008. Para além disso, existe também a adaptação live-action americana, protagonizada pela americana Scarlett Johansson e lançada em 2017. Eis que a Netflix se chega à frente.

O serviço de streaming mais popular do mundo anunciou ter fechado uma parceria com a Production I.G, a empresa responsável pelo icónico anime, e com os realizadores japoneses Shinji Aramaki, que trabalhou no departamento de animação de “Os Digimon”, e Kenji Kamiyama, que trabalhou no departamento de animação de “Akira”. Curiosamente, ambos estão igualmente encarregues de desenvolver a série derivada do universo de “Blade Runner”, também encomendada pela Netflix. A propósito, a distribuidora declarou o seguinte:

“Ghost in the Shell” renascerá ao se transformar noutra forma – 3DCG. Desta vez, Kenji Kamiyama e a Production I.G vão construir juntamente com o Shinji Aramaki e a Sola Digital Arts, que levou a animação 3DCG japonesa para um mundo inteiramente novo através das suas peça na série “Appleseed”. Esta é a animação cinematográfica da nova geração e o primeiro “Ghost in the Shell” feito por dois realizadores.

Para além disto, foi publicada a seguinte foto:

Ghost in the Shell

A série, ainda sem nome ou número confirmado de episódios/temporadas, não tem ainda qualquer data de estreia. Deve, no entanto. estrear algures em 2020. Juntar-se-à assim a “Castlevania” e à futura “Ultraman” na coleção de animes distribuídos pela Netflix.