CinemaCríticas de CinemaOs Anjos de Charlie – Não voaram nem alto, nem bem!

O filme “Os Anjos de Charlie” deixou claro, desde de cedo, que não seria um remake, mas sim uma sequela. Em suma, só muda   o guarda-roupa, a formula continua a mesma!   Depois de duas décadas desde o primeiro filme e 40 anos depois da série, o franchise regressa. “Os Anjos de Charlie” ainda segue um trio de espias, que descobre um plano maléfico que tentam parar a todo o custo… Cada um dos Anjos tem...
Sara Resende Sara ResendeNov 22, 201944/100
Overall Score
Rating Overview
Realização
50%%
Representação
30%%
Argumento
30%%
Fotografia
50%%
Banda Sonora
60%%
Rating Summary
Os Anjos de Charlie é um filme confuso, por vezes engraçado, outras vezes com momentos embaraçosos... Banks tentou criar um filme "girl power" de acção e comédia, mas estes Anjos estão longe de ganhar asas.

O filme “Os Anjos de Charlie” deixou claro, desde de cedo, que não seria um remake, mas sim uma sequela. Em suma, só muda   o guarda-roupa, a formula continua a mesma!

 

Depois de duas décadas desde o primeiro filme e 40 anos depois da série, o franchise regressa. “Os Anjos de Charlie” ainda segue um trio de espias, que descobre um plano maléfico que tentam parar a todo o custo… Cada um dos Anjos tem a sua personalidade, o que adiciona sempre uma pitada de humor. No entanto, Elizabeth Banks, a realizadora/argumentista esqueceu-se precisamente disto, do essencial: uma boa química entre o trio e o humor que isso, por si só,  traz ao filme.

O filme começa com dois Anjos: Kristen Stewart como Sabina Wilson, uma espia com estilo (muito) punk para combinar com a sua atitude; Sabina é supostamente o Anjo que traz sexyness ao grupo (volta, Diaz que estás perdoada). Já Ella Balinska é Jane Kano, o Anjo perito em artes marciais. Dá coça a oito homens no início do filme sozinha, mas lá pelo meio não consegue vencer um combate a dois. Não, também não percebi!

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Estes Anjos foram recrutados por um Bosley (uma espécie de título na agência) para seguir e proteger a personagem de Naomi Scott, Elena Houghlin. Esta desenvolveu um equipamento que muda o futuro da electricidade mas que tem uma falha. O código do equipamento também pode ser mudado para assassinar pessoas através de choques. Vamos ser sinceros, ninguém estava a espera de um argumento genial, nem ótimo, nem bom…

Banks é um ex-Anjo e agora um dos Bosleys na Agência Townsend, que se expandiu e tem Anjos espalhados por todo o mundo. Tipo Kingsman, mas feminino. Ah, e com armários e armários cheios de roupa e acessórios, que também são gadgets militares..

Ficamos então com um grupo de quatro mulheres: Banks no comando, Stewart a divertir-se com a sua personagem que é só péssima em cenas de luta, Balinska, cuja sua Jane tem uma falta de empatia e química com quase todas as suas colegas e Scott, brilhante engenheira mas que por vezes parece um pouco perdida…E surpresa, surpresa, acaba por ser recrutada também para ser treinada e tornar-se um Anjo!

No final, acabamos por ter um trio muito estranho e disfuncional, que tenta, a todo o custo,  passar a mensagem que a união femenina é o mais importante. Com a nova jogada da Agência, ao recrutar Elena, abre-se assim uma janela para um possível próximo filme. Mas se calhar, é melhor não…