Aladdin surgiu pela mão da Disney em 1992 e o sucesso do mítico filme deveu-se em grande parte à excecional performance do falecido ator Robin Williams, cuja inigualável voz do Génio permitiu que se tornasse numa das personagens mais amadas de sempre.

De facto, foi depois do trabalho de Williams como a voz da personagem que se começou a usar estrelas de cinema mais prestigiadas nos filmes de animação.

Segundo um antigo responsável do estúdio, Williams costumava fazer trinta piadas por minuto durante as gravações, fazndo com que durassem horas. Por isso, não é de admirar que a Disney algum dia pensasse num regresso das aventuras do jovem ladrão de rua, usando todas as gravações que o cómico ator havia efetuado e nunca haviam sido usadas.

aladdin

Contudo, tal ideia poderá não ser realizada de momento. Segundo o testamento do ator, a sua voz, gravações e nome não poderão ser utilizadas nos 25 anos após a sua morte, o que tornaria a continuação de Aladdin possível apenas a partir de 2039, sendo a única exceção algumas gravações inéditas incluídas na versão Blu-Ray do filme.

Apesar de Robin Williams ter contribuído para o sucesso do filme, a sua relação com a Disney nem sempre fora das melhores. O ator aceitou dar a sua voz na produção animada por um salário reduzido apenas na condição que o seu nome e imagem não fossem usados no marketing e a sua personagem não ocuparia mais do que 25% do espaço no material gráfico. Contudo, tal não foi respeitado, e Williams viria a afastar-se, fazendo com que o papel do Génio fosse entregue a Dan Castellaneta na continuação O Regresso de Jafar e na série animada de Aladdin.

Williams voltaria a dar a voz ao carismático Génio em 1996, no filme Aladdin e o Rei dos Ladrões, depois de um pedido de desculpas público da Disney e a promessa de um salário maior.