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    “A Minha Vida de Courgette” é a realidade

    Há pouco tempo, procurei um filme para me entreter e encontrei-o. Pensei imediatamente: “É desta!”.

    Realizado por Claude Barras (a sua primeira longa metragem), A Minha Vida de Courgette resultou em algo encantador. As personagens já passaram por muito.  E passa a mensagem de uma maneira simples mas fortíssima.

    Estava à espera de mais uma animação fofinha e querida como quase todas elas são, aquelas para se ver numa tarde de domingo. Mas  mal começou, percebi que esta não era feita para crianças, nem só para passar o tempo.

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    Esta obra conta então a história de Courgette, um rapazinho de 10 anos que depois da morte da sua mãe, é levado para um orfanato pela polícia. A forma como morre é logo o primeiro indício que não é um filme leve.

    A Minha Vida de Courgette

    Ele passa um mau bocado a tentar integrar-se na sua nova casa. Mas depois de alguns percalços encontra neste lugar uma família, paz e amor.

    A Minha vida de Courgette carrega em si bem mais que a história de meninos que estão num orfanato. Fala dos seus passados de violência, maus-tratos, solidão, morte. Tudo o que sofreram em tão pouco tempo de vida. E como eles encararam estas situações, de uma perspectiva de uma criança que foi forçada a crescer um pouco cedo demais.

    Tem cores apelativas e foi feito em plasticina, o que traz ainda mais vontade de o ver.

    Durante o filme, reparamos que estamos em sintonia com os pequenos. Aliás, a maior parte do filme é feito da perspetiva de uma criança. Os adultos por vezes surgem com o corpo cortado ou não se vê o rosto. Penso que seja para passar a ideia de que também nós temos de ser crianças nesta história.

    A Minha Vida de Courgette

    Um aspeto muito interessante foi o tratamento dado ao assunto do amor. Nunca se desvaloriza este sentimento. Aqui o rapaz apaixona-se mesmo por uma das meninas do orfanato. Reconhece-se esse sentimento sem o típico “são só crianças”.

    Tem uma linguagem acessível e uma história incrível. Embora triste em alguns momentos, tem os seus momentos de pura felicidade. E enche o coração.

    No fundo podemos retirar apenas uma mensagem: Todos querem e merecem ser amados.

    Esta é uma história de muitas outras que acontecem pelo mundo fora.

    Raquel Branco
    Raquel Branco
    Raquel Branco, 19 anos, nasci em Sintra, cresci em Faro. Sempre gostei de ler e escrever nos meus tempos livres. Atualmente estudo Ciências da Comunicação na Universidade do Algarve, com o objetivo de seguir a área de Comunicação Social. Também colaboro no blog Diário da TV, onde tenho uma rubrica mensal, o Livro de Estante.

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