Uma década depois da estreia do último filme da saga, o grupo de vigaristas mais charmosos, desta vez preenchido totalmente pelo sexo feminino,  regressa ao grande ecrã em Ocean’s 8.

Realizado por Gary Ross, e visto como uma sequela da primeira trilogia, Ocean’s 8 conta a história de Debbie Ocean (Sandra Bullock), irmã da personagem protagonizada por George Clooney na trilogia original. Debbie sai da prisão e planeia realizar um assalto na MET Gala, um dos eventos mais glamorosos e onde comparece o topo da cadeia das celebridades americanas.

Ocean's 8

Nesta gala, Debbie pretende roubar o colar que Daphne Kluger (Anne Hathaway) levará ao evento. Para que o assalto ocorra como ela idealizou, precisará de reunir um grupo de vigaristas, especialistas nas mais diferentes áreas. É assim que se juntam ao elenco estrelas do cinema como Cate Blanchett, Helena Bonham Carter, Mindy Kaling, Sarah Paulson e, até mesmo, Rihanna, que enchem a tela de beleza, charme e carisma.

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De modo inicial, poder-se-á afirmar que o ponto mais forte do filme é mesmo o seu casting. Todas as atrizes foram escolhidas a dedo e encaixam nas suas personagens de forma exímia, transparecendo um pouco a sua própria personalidade. A química entre as protagonistas é visível desde os momentos iniciais do filme, com as suas interações a proporcionarem os melhores momentos do filme. Algo que seria de se esperar, sendo que estamos perante o melhor talento feminino de Hollywood do momento.

Tal como o brilhantismo dos diamantes de Hollywood, é ainda de se salientar que o filme está perfeitamente colocado ao estrear-se nesta época de verão. Ocean’s 8 é um filme leve, que mantém um ritmo acelerado, muito devido à sua edição ágil e refrescante. E como o argumento se foca, do primeiro ao último momento, na preparação e execução do assalto, torna-se numa visualização fácil de digerir.

Ocean's 8

Porém, o filme também sofre de um fraco sentido de urgência enquanto o assalto decorre. Em nenhum momento temos a sensação de que o assalto está fora de controlo. Ou de que poderá, de certa forma, correr mal para as nossas protagonistas, o que retira a adrenalina que geralmente é injetada neste tipo de histórias e que nos cola nos assentos. E muita desta falta de adrenalina advém do facto do filme não ter a presença de um antagonista. Tal como ocorreu por exemplo com a personagem de Andy Garcia no primeiro filme desta saga. O assalto parece, assim, um passeio pelo parque, com vestidos e jóias em detrimento de fato de treino e calçado confortável.

Ocean’s 8 é um filme passivo, típico filme de verão que é levado às costas pelo seu forte casting. Irá entreter momentaneamente, mas não terá uma presença na memória por muito tempo.