Os Novos Mutantes | Foi para isto que esperámos tanto tempo?

Depois de muitas estreias adiadas e uma pandemia pelo meio, ‘Os Novos Mutantes‘ chegaram aos cinemas portugueses.

Será que a espera valeu a pena? [ALERTA SPOILERS]

 

Publicidade

Os Novos Mutantes” tiveram uma chegada atribulada aos cinemas. O filme de Josh Boone sofreu alguns imprevistos mas conseguiu estrear em alguns países nos cinemas. Isto só aumentou a curiosidade dos fãs para ver um dos filmes mais antecipados… E quem vê, sai um pouco desiludido.

Não há nada de novo nestes novos mutantes. Para quem já viu um filme (ou série) de super-heróis quando são mais jovens, antecipa logo que o drama aqui será ver estes mutantes a descobrirem os poderes e o quão perigosos podem ser. E tem toda a razão.

Na primeira hora de filme, parece que não se passa nada. Há uma apresentação das personagens e vemos o dia-a-dia destes cinco jovens. Quase que fazia lembrar O Clube (1985), mas desta vez com miúdos mutantes.

“Os Novos Mutantes” são Rahne Sinclair (Maisie Williams), uma rapariga tímida e perspicaz; Illyana Rasputin (Anya Taylor-Joy), a rebelde e sem medo de mostrar o quão poderosa é; Sam Guthrie (Charlie Heaton), sempre preocupado em proteger os seus amigos; e Roberto da Costa (Henry Zaga), um rapaz com muito medo de usar os seus poderes. A este grupo junta-se Danielle Moonstar (Blu Hunt), uma rapariga que desconhece os seus poderes. Todos eles são acompanhados pela médica Cecilia Reyes (Alice Braga), também ela mutante.

Estes cinco adolescentes vivem trancados num hospital psiquiátrico, onde a Dra. Reyes estuda cada um deles e têm sessões de terapia, para partilharem os seus problemas e sentirem que não estão sozinhos.

Vê também: Estreias nos Cinemas Portugueses – 26 de Agosto a 1 de Setembro

Respostas a “Porque estão estes jovens trancados?” e “Para quem é que a Dra. Reyes trabalha?” são deixadas no ar. Há breves menções à academia do Professor X e aos X-Men, mas nada indica que a Dra. Reyes trabalha para eles.

Rahne e Danielle formam uma grande amizade que parte rapidamente (demasiado rápido até) para um romance de adolescentes. É um pouco confuso para quem leu a história dos Novos Mutantes, pois estas personagens têm uma forte amizade nos livros, ao ponto de terem conversas telepáticas. Para além disso, Rahne tinha um fraquinho por Sam.

À medida que o filme avança, vamos descobrindo os poderes do grupo, especialmente os poderes de Dani. Só na reta final é que parece que o filme ganha um propósito – Reyes tenta matar Dani, mas o grupo junta-se contra ela. Mais um clássico de “unidos somos mais fortes”. Nada de novo nem de espetacular.

Este grupo de mutantes que não usa os poderes para nada (receiam usá-los até), consegue incrivelmente vencer a Dra. Reyes e as ilusões que os poderes de Dani vão criando.

Temos que dar uma salva de palmas a Taylor-Joy, que salva este último pedaço de filme com a sua prestação excelente e com muita atitude. Williams esteve muito bem também mas o resto do grupo parecia que só estava ali por acaso…

É pena não termos nada de novo aqui. Os Novos Mutantes oferecem a mesma fórmula reciclada de qualquer filme de super-heróis adolescentes com um argumento básico, que resulta num filme sem impacto.

“Os Novos Mutantes” estreou a 26 de Agosto.