A Vida Secreta dos Nossos Bichos 2, realizado por Chris Renaud e Jonathan del Val, garante gargalhadas a todos. Quem tiver um animal de estimação vai rever-se em vários momentos. Família, amizade, coragem, crescimento e adaptação são temas que marcam toda a longa-metragem.

“O que fazem os animais de estimação quando estão sozinhos (sem humanos por perto)?” Esta continua a ser a premissa que acompanha toda a narrativa de A Vida Secreta dos Nossos Bichos 2. O Terrier Max (Patton Oswalt) tem de aprender a conviver com Liam, o recém-nascido, filho da sua dona (Ellie Kemper). Num primeiro momento, estranha, pois nunca tinha sido adepto de crianças, porém acaba por se adaptar e de se sentir responsável pela sua segurança. Deste modo, desenvolve um tique nervoso associado à sua maneira de ver o mundo – os perigos estão ao virar de todas as esquinas.

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A Vida Secreta dos Nossos Bichos 2

Quando Max e Duke (Eric Stonestreet), o seu irmão adotivo e amigo são levados pela família para passar uns dias no campo, encontram-se com Rooster (Harrison Ford), um cão trabalhador e sério que lhes ensina importantes lições. É a partir daqui que vemos o espírito de aventura do pequeno Max a florescer. Vou-vos dar uma dica do que achei mais piada neste cenário… “glu…glu…glu”.

Enquanto Max e Duke estão fora de casa com os donos, a vida em Nova Iorque continua. Gidget (Jenny Slate) tenta recuperar um brinquedo do Max, com a ajuda de Chloe (Lake Bell) – só a gata mais hilariante de sempre. Por outro lado, Pompom (Kevin Hart), um coelho que pensa ser um super-herói se vê numa missão perigosa, onde realmente terá de o ser para ser bem sucedido.

Como devem ter reparado por toda esta descrição, o filme desenvolve 3 pequenas histórias. A meu ver, bastavam duas para o filme funcionar. Porém, entendo a decisão de colocar uma terceira, afinal se assim não fosse perderíamos alguns risos e o filme seria de pequena duração.

A Vida Secreta dos Nossos Bichos 2

A banda sonora funciona muito bem, pois é apelativa e conhecida. Faz-nos entrar no mood que o filme quer que estejamos – descontraído.

Nas vozes, destaque-se sem dúvida, o divertido e reconhecível Kevin Hart e, ainda, a participação de Harrison Ford.

A meu ver, esta sequela é superior ao primeiro filme. Consegue ser agradável para todos – ótima para ser vista em família este verão! E mais importante que a diversão, entrega importantes lições de vida. Não devemos viver com medo, mas sim com coragem para enfrentar novas etapas. Só assim realmente crescemos e vivemos.