O tubarão original utilizado no clássico filme de terror “O Tubarão”, apelidado de Bruce, foi completamente restaurado e transformado. O Museu de Cinema da Academia (em construção em Los Angeles, Califórnia), para o qual este trabalho foi levado a cabo, referiu que apenas faltam pormenores nos olhos e dentes.

O imenso trabalho de restauro tem sido levado a cabo pela lenda dos efeitos especiais Greg Nicotero (“Fear the Walking Dead”, “The Walking Dead”, “Os Oito Odiados”), o seu estúdio KNB EFX e a equipa de conservação e restauro do O Museu de Cinema da Academia.

Publicidade

Bruce é o único adereço em formato de tubarão que sobreviveu do clássico filme de 1975 de Steven Spielberg, que se centrava num enorme tubarão que aterroriza uma cidade turística da Nova Inglaterra nos Estados Unidos. A tarefa de adaptar o romance de Peter Benchley “Jaws” sobre o grande tubarão branco era ambiciosa, mas Steven Spielberg era ambicioso e para tornar a experiência anda mais realista, resolveu filmar no oceano.

A produção do filme foi assolada por inúmeros problemas, nomeadamente o mau funcionamento dos tubarões mecânicos utilizados, que não respondiam muito bem à imersão em água salgada. O mau funcionamento dos adereços levou a que o filme rebentasse com o orçamento e com as datas estipuladas e também acabou por impedir que Spielberg usasse imagens do tubarão, já que muito poucas imagens era utilizáveis.

O Tubarão

As falhas técnicas que foram o inferno do filme, acabaram por ser, ao mesmo tempo, a sua bênção porque foi o facto de poucas imagens serem mostradas diretamente sobre o enorme monstro que tornou a experiência tão assustadora, forçando o público a imaginar a criatura.

Em 2016, Nathan Adlen, o proprietário nessa altura, doou o adereço ao Museu, que o seu pai, Sam, havia adquirido depois de Bruce ter sido deitado fora juntamente com carros de acrobacias.

A transformação de que Bruce foi agora alvo, depois de ter estado em exibição no ferro-velho de Sam e antes, nos estúdios da Universal, será então a quarta e última versão do tubarão feito de fibra de vidro, a partir do modelo original.

Vê também: “The Terror” – Divulgado o primeiro trailer da 2ª temporada

A equipa responsável pelo restauro passou os últimos 4 meses a trabalhar em Bruce, utilizando até os dentes originais, obrigando ainda a trabalho de pesquisa junto do diretor de arte Joe Alves (que trabalhou nos 3 primeiros títulos de “O Tubarão”) e vários técnicos de efeitos especiais que participaram no filme, como Cal Accord, Kevin Pike e Toy Arbogast.

O Museu da Academia informou ainda que os fãs ainda não terão oportunidade de ver o tubarão em pessoa durante algum tempo, já que a abertura do museu foi adiada para depois da 92ª edição da entrega dos Prémios da Academia, a 9 de fevereiro de 2020.