Para quem ainda não ouviu falar, O Clube é um dos conteúdos mais chamativos na nova plataforma de streaming da SIC, a OPTO.

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Os primeiros episódios desta série não desiludiram, cheios de drama, conflitos e muitos mistérios nestas noites de Lisboa.

A série “O Clube”

O Clube é uma série criada por João Matos e pautou por ser uma das produções originais e exclusivas da plataforma OPTO. Com uma narrativa diferente e muitas personagens interessantes, esta série é realmente inovadora e viciante.

Pelo que investiguei, esta série é vagamente baseada nas histórias do antigo porteiro do bar “O Elefante branco”, em Lisboa. A série foca-se assim no lado mais obscuro da noite lisboeta, onde não faltam acompanhantes de luxo e discussões sobre negócios. O Clube não é uma casa de alterne, mas sim um negócio que proporciona aos seus clientes a companhia de mulheres bonitas e sofisticadas.

A história divide-se maioritariamente por três personagens importantíssimas: o primeiro é Viana. O porteiro d’O Clube, interpretado por José Raposo, é também um dos narradores desta história. Viana só quer o sucesso desta casa e é muito amigo de Vasco (Fernando Rodrigues), o proprietário. Dá-se muito bem com todas as meninas, especialmente com a Maria (Vera Kolodzig).

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Outra personagem principal é Jéssica (Filipa Areosa), que “ouviu falar” d’O Clube e apresenta-o às suas amigas, Samara (Sharam Diniz) e Rute (Vera Moura). A história de Jéssica é aquela que mais gera o mistério desta série e a cada episódio vamos vendo que ela não é tão inocente quanto pensávamos.

A terceira protagonista aqui é Vera, interpretada por Margarida Vila-Nova. Tal como Viana, Vera também quer o sucesso d’ O Clube, nem que para isso, tenha de passar à frente de Vasco, o seu pai, e levar as suas ideias avante. Já há muito tempo que não via Margarida Vila-Nova a fazer um papel tão detestável. Esta personagem transborda antipatia, desde os óculos escuros constantemente na cara à maneira venenosa e pausada de falar.

É graças a Vera que conhecemos a antagonista da história, a Martina (Ana Cristina de Oliveira). Martina é a irmã de Oleksandr, interpretado pelo chef Ljubomir Stanisic. Ambos apareceram logo no primeiro episódio, mas só Martina ficou para gerir os novos negócios que trouxeram até ao Clube.

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Esta nova aposta da SIC, cheia de cenas arrojadas e sensuais, em nada é semelhante a uma novela. Não só pelas questões sociais abordadas, mas também pela maneira como a história avança. Numa novela normal, podemos passar seis meses sem ver episódios, que não perdemos nada de especial, não é? Aqui, há sempre alguma coisa importante a acontecer, que deixa o espectador colado. Apesar do argumento previsível, a prestação das actrizes é um ponto muito forte desta série. A menção honrosa vai para Kolodzig e a sua Maria, que têm vindo a ganhar destaque.

O elenco não desilude, bem como a cinematografia e o jogo de cores. A banda sonora muito adequada faz com que o espectador seja rapidamente transportado para o ambiente de O Clube. As cenas de sexo arrojadas, mas não explicitas, fazem desta série nada aconselhada para certas faixas etárias (como é obvio!)

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No menos bom, temos Martina e o seu sotaque falso, que chega a roçar o descabido… Ljubomir, dá uma ajuda nessa parte se faz favor. Também não sou nada fã da Irina, personagem da Carolina Torres. É só mais uma das muitas caras que está ali e não tem adicionado nada à série.

A primeira temporada de O Clube contará com 8 episódios, sendo que já saíram 6 e saem um novo episódio às sextas-feiras. A segunda temporada está agendada para 2021.