Chegou o Outono e com ele a época dos festivais de cinema em Londres. Eu encontro-me em Leicester Square entre a loja da Lego e M&M’s onde turistas e cineastas se misturam na multidão.

Falta ainda uma hora para a passadeira vermelha começar e eu apresento-me aos organizadores que me levam até ao meu posto. Fotógrafos e entrevistadores dos mais variados Media organizam-se para começar a receber os convidados. Raindance é talvez o festival mais popular de Londres quando se fala de cinema independente mas também é uma escola que fornece vários cursos de longa e curta duração a preços acessíveis para quem quer aprender mais sobre a Sétima Arte.

Eu, inclusive, já tive o prazer de frequentar um dos cursos apresentados pelo director do festival Elliot Grove e hoje falei com ele sobre a 26a edição:

” O Raindance está em modo de combate este ano. Temos filmes que celebram diversidade, independência dos artistas que lutam contra a censura e falsas noticias, e tudo aquilo que tens ouvido ultimamente. Mas também são filmes que espero que tu e os teus leitores apreciem.”

Todos os anos este festival recebe centenas de filmes para serem escolhidos e exibidos nos cinemas mais cobiçados da cidade. Porém há algo diferente no alinhamento deste ano. Que género o festival recebeu mais este anos e que impacto teve?

“Documentários! Metade dos nossos filmes são deste género! É a primeira vez que isto acontece mas também 68 dos nossos filmes são F-Rated ou seja, filmes essencialmente feitos, escritos e produzidos por mulheres.”

Mas que conselhos terá Elliot Grove para quem deseja se tornar um realizador?

” Agarra numa câmara, qualquer câmara, esta câmara (mostra o telemóvel) e apenas começa a fazer um filme. Faz questão que tenha uma historia. Cada filme no festival conta uma historia, até VR (realidade virtual). Isso é o mais importante!”

Raindance

É então que os convidados começam a chegar, flashes explodem no ar e os microfones estão preparados para as entrevistas começarem. Eu tive o prazer de entrevistar vários atores como Mamie McCoy (Os Três Mosqueteiros) e Alexander Vlahos (Versailles), entre outros. O ambiente da passadeira vermelha era bastante acolhedor e os artistas estavam mais do que entusiasmados por estarem presentes naquele que é considerado dos mais prestigiados festivais de cinema do mundo.

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Depois de uma noite fantástica o festival arrancou com variadíssimos filmes em diferentes salas no centro de Londres. Eu deixo aqui algumas sugestões de filmes e curtas:

  • A Fantastic Woman (Sebastián Lelio)
  • Barbara Rubin & The Exploding Underground (Chuck Smith)
  • Redcon-1 (Chee Keong Gheung)
  • Early Days (Nessa Wrafter)

 

E para terminar, não poderíamos deixar de mencionar os grandes vencedores do festival:

Film of the Festival – Princesita

Best UK Feature – We the Kings

Best International Feature – Princesita

Best Director – Rene Eller (We)

Best Screenplay – Sophie Fillières (When Margaux meets Margaux)

Best Cinematography – Sergio Armstrong (Princesita)

Best Performance – Sara Caballero (Princesita)

Best Documentary Feature – Tre Maison Dasan

Discovery Award – Silent Night

Best Short of the Festival – Souls of Totality

Best UK Short – Landsharks

Best Documentary Short – Earthrise

Best Animation Short – Blind Mice

Best Music Video – Solicitous

Best Festival Campaign – Mike Rogers for Matsuchiyo – Life of a Geisha

Webfest Jury Award – Bidune Kais (Undocumented)

Webfest Audience Award – Gimel

Raindance Spirit Award – This is Love