Comparada por muitos com Bloodline e Breaking Bad, Ozark é uma série inteligente que conta uma história de sobrevivência da família americana Byrde.

Marty Byrde (Jason Bateman) é um assessor financeiro cujo principal trabalho é lavar dinheiro para um cartel de droga através da sua empresa. O seu amigo e sócio, Bruce, é descoberto por desviar dinheiro do cartel e é brutalmente assassinado. Para evitar o mesmo destino, Marty convence o chefe do cartel que consegue lavar uma enorme quantidade de dinheiro se explorar os negócios existentes em Ozark, uma reserva de água longe da atenção do FBI.

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Assim, Marty muda-se repentinamente para Ozark, com a sua mulher Wendy (Laura Linney) e os seus dois filhos. Para além de ter de lidar com o constante medo de não atingir as metas acordadas com o cartel, Marty tenta acalmar os filhos e lidar com a recente traição da mulher.

Muitos elementos desta nova série parecem emprestados. A atmosfera obscura, a própria história, a narrativa que aparece, por exemplo, no início do quarto episódio “Money Laundering 101”. No entanto, tudo funciona.

Quando pensamos que a família Byrde está a conseguir dar a volta à situação, o caos ressurge e o suspense recomeça. A meio dos seus dez episódios, este constante ciclo pode tornar-se exaustivo para muitos. Principalmente, devido às imensas reviravoltas, algumas mais credíveis do que outras.

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Ozark convence em termos de realização/fotografia e actuações. Diria que, o melhor desta série é mesmo as performances fantásticas Jason Bateman e Laura Linney (especialmente quando ambos interagem). Quem diria que um comediante como Bateman entraria num thriller como este e espantaria todos. O cenário de Ozark e a fotografia com tonalidades azuis escuras, aliados a uma banda sonora excelente, fazem com que a tensão surja naturalmente.

Este drama, que é uma pérola escondida no vasto catálogo da Netflix, já foi renovado para uma segunda temporada.

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